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Saúde

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Leite materno deve ser exclusivo até os seis meses do bebê

Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação

Agosto, mais conhecido como agosto dourado, devido ao padrão ouro que se dá ao leite materno, é o mês que promove a amamentação e busca conscientizar sobre a importância do aleitamento materno devido aos seus múltiplos benefícios. Do ponto de vista nutricional, o leite materno fornece todos os nutrientes que o bebê precisa e responde rapidamente a qualquer infecção materna ou infantil, conforme explica a nutricionista, Raquel dos Santos. “Tem uma composição de nutrientes específicos que atendem todas as necessidades do bebê durante seu crescimento e desenvolvimento”, afirma.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite é o único alimento necessário para o bebê desde a primeira hora de vida até os seis meses de forma exclusiva. Já para as crianças com dois anos ou mais, é importante manter a amamentação juntamente com alimentação complementar. Segundo a especialista, além do aleitamento materno ser o modo mais apropriado e seguro de alimentação na primeira infância, proporciona uma combinação única de proteínas, lipídios, carboidratos, minerais, vitaminas, enzimas e células vivas, assim como benefícios nutricionais e imunológicos. “É o único alimento capaz de fornecer os nutrientes necessários na quantidade exata de que a criança precisa. Não existindo nenhum outro alimento capaz de substituí-lo”, pontua.

Estudos da OMS refletem que a amamentação reduz em até 13% a mortalidade infantil por causas evitáveis e diminui as chances da criança ter alergias e infecções. Conforme aponta a nutricionista, reduz o excesso de peso e as chances do bebê contrair doenças respiratórias, otites, diabetes e hipertensão. “Também, é um alimento de fácil digestão ocasionando menos problemas intestinais, como a diarreia e constipação”, diz Raquel, enfatizando também, que o leite materno tem um efeito positivo no desenvolvimento cognitivo das crianças, tornando-os adultos mais saudáveis e produtivos. “E o principal, reforça o vínculo afetivo entre mãe e filho”, acrescenta.

Fases do leite materno

A nutricionista explica que o leite materno possui três fases iniciais. Inicialmente, o leite materno colostro, do primeiro ao sétimo dia após o nascimento do bebê, é um fluído amarelo de alta densidade e pequeno volume, rico em proteínas e minerais, baixa concentração de lactose e gordura. “Possui fatores imunológicos que passam de mãe para filho e são muito importantes no início da lactação, pois vão favorecer a imunidade dessa criança”, acrescenta.

Já o leite materno de transição compreende do sétimo ao décimo dia e até duas semanas pós-parto. É um leite mais claro, assim como o leite materno maduro, que possui menor concentração de proteínas e aumento nos níveis de lactose e gorduras no conteúdo energético. De acordo com a nutricionista, o leite materno começa a aumentar o volume, assim como a capacidade gástrica do bebê e suas necessidades nutricionais. “Facilitando a digestão desse leite, ele se adequa às necessidades do recém-nascido”, pontua.

Alimentação materna durante a amamentação

Conforme explica a nutricionista, é importante a lactante saber que tudo que se ingere passa para o leite materno. Portanto, nesse momento tão importante entre mãe e filho, a alimentação durante a amamentação deve ser variada contendo todos os nutrientes necessários, como proteínas e carboidratos. “Dê preferência aos integrais, lipídios, frutas, legumes e hortaliças”, orienta.

A hidratação deve ser feita com pelo menos três litros de água por dia, para auxiliar na produção de leite. Além disso, outra dica dada pela nutricionista, é ingerir chás como de erva-doce, hortelã, camomila e de frutas. É importante lembrar que bebidas alcoólicas não devem ser ingeridas durante esse período. Ainda, “o excesso de café, chá verde, chá preto, chá mate, chimarrão, chocolate e refrigerante podem deixar o bebê inquieto e com dificuldades em dormir”, alerta Raquel.

Frutas cítricas como laranja, abacaxi ou alimentos que fermentam na digestão como brócolis, repolho, couve flor e feijão podem aumentar os gases e cólicas. “Esses alimentos devem ser monitorados, até que ponto podem interferir nas cólicas do bebê”, pontua Raquel. A orientação para as mães é evitar frituras, alimentos gordurosos e ricos em açúcar. “Todo alimento em excesso não é recomendado, a alimentação deve ser variada”, conclui a especialista.

Mitos da amamentação

A nutricionista reafirma que o leite é o alimento mais completo, possui todos os nutrientes e tem capacidade de se adaptar às necessidades do bebê. “Não existe leite materno fraco”, ressalta Raquel. A complementação sem necessidade pode atrapalhar na produção de leite materno e levar ao desmame precoce, já que, conforme explica a especialista, o bebê precisa ser amamentado cada vez mais para a mãe produzir mais leite.

Mulheres com prótese produzem leite materno da mesma forma que as mães com seios naturais. Segundo Raquel, a produção de leite materno é determinada pelos estímulos corretos que esse bebê precisa fazer e pela quantidade de vezes que vai ao seio em livre demanda. “Quase todas as mulheres produzem a quantidade certa de leite para os seus bebês”, frisa. Além disso, para a mãe, amamentar reduz as chances de desenvolver câncer de mama e de ovário.

Amamentação na pandemia

Considerando os benefícios da amamentação para a saúde da criança e da mulher, o Ministério da Saúde recomenda que seja mantida a amamentação em casos de coronavírus, já que não há constatações científicas significativas sobre a transmissão do coronavírus por meio do leite materno. “Mães que estão com suspeita e amamentam devem fazer a extração do leite materno manual mantendo a rotina de isolamento em casa”, explica Raquel.

Já para a mãe que está em isolamento e internada com o bebê, deve-se manter o aleitamento materno em livre demanda e se necessário fazer a ordenha manual a beira leito, conforme orienta Raquel. “A sala de coleta disponibiliza o kit ordenha especialmente para esses casos, e o leite materno não é enviado ao lactário”.

Em casos de dúvidas, é importante a mãe procurar um profissional da saúde para obter informações sobre os cuidados necessários no período da infecção pelo vírus, para não interromper a amamentação. “A mãe deve estar bem amparada pelos seus familiares, alimentada, hidratada, descansada e que sua condição emocional esteja bem, assim terá sucesso na amamentação”, aconselha a nutricionista.

Aleitamento Materno por um Planeta Saudável

Discutir a importância do aleitamento materno para um planeta mais saudável, é lema central da campanha do Agosto Dourado deste ano. Conforme explica a nutricionista, se concentra no impacto da alimentação infantil no meio ambiente e mudanças climáticas e no imperativo de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno para a saúde do planeta e de seu povo. “Destaca-se os vínculos entre a amamentação, o meio ambiente e mudanças climáticas, consciencializando não só as famílias como os profissionais da saúde”, ressalta.

 

 

 

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