Protetor auditivo: a prevenção ideal?
Há muitos anos que a área de saúde e segurança do trabalho vem trabalhando para que de fato as empresas adotem medidas prevencionistas em relação a riscos ocupacionais, aos quais milhares de pessoas estão expostas. Entre as principais ações está o uso dos EPI’s, equipamentos de proteção individuais. Para cada função exercida dentro da empresa os riscos de exposição do trabalhador podem mudar, dessa forma a inúmeros equipamentos que podem ser utilizados para proteção e prevenção de acidentes de trabalho. O risco ruído é o mais presente e por isso o protetor auditivo passa a ser muito indicado e utilizado dentro das empresas.
Mas o que devemos lembrar é que, em meio as medidas de prevenção temos hierarquias que devem ser cumpridas, sendo que o uso do EPI é a última ação a ser tomada caso as outras não possam ser colocadas em pratica. E o que vemos na realidade é o EPI sendo a principal medida adotada, gerando custos, ineficácias, agravamentos e adoecimentos.
Então você me pergunta, porque o protetor auditivo acaba gerando todos esses prejuízos, se ele é a principal forma de prevenção para perda auditiva?
Eu repondo dizendo que sim, hoje é comprovadamente a melhor forma de prevenção, mas infelizmente o seu uso e sua indicação se tornaram banais. Vemos isso acontecer não somente com o protetor auditivo, mas com todos os EPi’s. O uso sem a indicação correta, sem um bom treinamento, sem a fiscalização e confirmação da eficácia não trarão bons resultados como esperamos.
As empresas estão acostumadas a fornecer EPI’s em grandes quantidades, sem realizar a análise da hierarquia das medidas de prevenção.
Sabemos que o ideal seria primeiramente a análise da fonte geradora do risco, e as possíveis soluções para elimina-lo ou ameniza-lo. Caso não seja possível, é necessário analisar o ambiente que essa fonte está inserida, buscando ações que possam eliminar ou diminuir o risco em sua trajetória. É importante lembrarmos também que medidas administrativas podem ser adotadas, principalmente com aqueles indivíduos que apresentarem desencadeamentos e agravos. E por fim caso não seja possível, optamos pela utilização do EPI, o qual dependemos totalmente do funcionário para que seja efetivo.
No Programa de Conservação Auditiva (PCA), uma das etapas mais importantes no desenvolvimento do programa é a Gestão de EPI’s, por meio da pré-seleção, pesquisa de conforto, indicação, compra, entrega, treinamento, manutenção e fiscalização é que poderemos de fato gerenciar a eficácia dessa medida de prevenção e obtermos resultados de estabilização e diminuição das incidências de perda auditiva por exposição a agentes ocupacionais.
É de extrema importância que várias áreas da empresa estejam engajadas e alinhadas para que não haja um investimento alto na compra da equipamentos e que eles não estejam sendo eficazes no controle de saúde dos funcionários da empresa. Setores como saúde e segurança do trabalho, gestão de pessoas, compras, almoxarifado, diretoria e supervisões das áreas, precisam entender o processo de gestão de EPI’s e a importância de cada etapa dos programas de gerenciamento de riscos e de controle de saúde para que eles não sejam apenas papeis engavetados e compras aleatórias de equipamentos que não são efetivos.
Temos hoje no mercado soluções muito eficazes para a proteção individual dos funcionários, mas precisamos ter cautela e realizar uma análise multidisciplinar do que realmente trará diminuição dos custos para a empresa, mantendo a qualidade e a satisfação dos funcionários.
A empresa Taciana Ribas Consultoria em Fonoaudiologia do Trabalho oferece serviços que podem ajudar a sua empresa a manter o controle das perdas auditivas, orientando e direcionando nas melhores condutas.
Procure investir em serviços e profissionais qualificados para que a empresa mantenha um ambiente saudável, sem adoecimentos e com produtividade e resultados melhores conforme as estratégias da empresa.