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Saúde

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Glaucoma: doença crônica, muitas vezes sem sintomas, pode levar à cegueira

Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

O glaucoma é um problema ocular que pode levar à cegueira se não for tratado adequadamente. Conforme a Sociedade Brasileira de Glaucoma - SBG, a estimativa é que 1 milhão de pessoas sejam portadoras da doença no país.

Nesta sexta-feira (12) é celebrado o dia internacional de combate à enfermidade e o objetivo é reforçar o alerta à população sobre a importância de manter as consultas de rotina com o especialista e fazer o diagnóstico precoce.

O oftalmologista de Erechim, André Hermes Agnoletto, explica que o surgimento é a partir da pressão elevada no interior do olho, no decorrer de alguns anos, o que danifica as fibras nervosas do nervo óptico. “O olho contém um líquido que circula no seu interior. No glaucoma há uma diminuição no escoamento desse líquido. Com isso, acontece o acúmulo, provocando o aumento da pressão intraocular”, cita.

Sinais de alerta

A maioria dos pacientes não apresenta sintomas na fase inicial da enfermidade que, não tem cura, mas pode ser controlada por meio de tratamento contínuo. “Pode ocorrer sensibilidade à luz – sintoma que também se manifesta em outras situações, inclusive nos casos de pessoas que têm olho claro, por exemplo. Por isso, vale o alerta para manter o cuidado da visão”, frisa o médico.

Entre os fatores de risco estão: a faixa etária elevada, raça (a negra tem mais chances de desenvolver a doença, pois está relacionado ao pigmento da íris), grau alto de miopia, hipertensão ocular e hereditariedade. “Normalmente isso é identificado em uma consulta comum para óculos. Em muitos casos, o paciente apresenta alta miopia ou escavação do nervo óptico e pressão do olho aumentada. Diante disso o médico solicita exames complementares”, comenta.

Tratamento

Dr. André reforça que, se o paciente receber o diagnóstico de glaucoma, terá que fazer o tratamento com colírio ou até mesmo um procedimento como laser ou cirurgia. Isso tudo para diminuir a produção ou aumentar a drenagem do líquido que circula dentro do olho, visando baixar a pressão intraocular. “Se ele não for diagnosticado com a doença, mas tiver fatores de risco, deve fazer o acompanhamento. Nesses casos, muitas vezes não há necessidade de usar o medicamento”, pontua.

De acordo com o oftalmologista de Erechim, com o avanço da medicina e das pesquisas relacionadas à doença, percebeu-se que, o mais importante é saber qual é o tipo do glaucoma para um tratamento ainda mais específico, o que contribui expressivamente nos resultados e aumenta as chances de a pessoa não desenvolver a perda de visão.

Um fato curioso, assinala o especialista, é que, para algumas situações, a melhor opção de tratamento é a cirurgia da catarata; em outras, a orientação é aumentar a ingestão de líquidos ou usar algumas medicações e suplementos alimentares.

Acompanhamento é essencial

Dr. André reforça que as pessoas que não realizam as consultas de rotina estão expostas a muitos riscos. “É essencial o acompanhamento, mesmo durante a pandemia, pois pode haver complicações, sendo que a perda de visão causada pelo glaucoma é irreversível”, salienta, ressaltando que as pessoas com diagnóstico de glaucoma não devem faltar às consultas.

 

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