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Saúde

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Enxaqueca: sintomas, como aliviar e diferença de dor de cabeça

Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

O que é Enxaqueca?

enxaqueca (CID 10 - G43) é um tipo de dor de cabeça (cefaleia) incapacitante, caracterizada por uma dor pulsante em um dos lados da cabeça (às vezes dos dois) e acompanhada de enjoo, vômito e dores diante de luzes e sons.

Crise de enxaqueca

É considerada uma crise de enxaqueca quando os sintomas variam de 4 a 72 horas, podendo ser um período mais curto no caso de crianças.

Enxaqueca crônica

A enxaqueca crônica é a dor de cabeça intensa e latejante por 15 dias ou mais durante o mês. Assim, é denominada crônica devido à sua alta frequência, podendo ser com aura ou sem aura. O tratamento para enxaqueca crônica é mais complexo, pois se observa um alto consumo de analgésicos por pacientes que sofrem dessa intensidade da doença - e o abuso de medicamentos pode até mesmo agravar os sintomas.

Enxaqueca e dor de cabeça: qual a diferença?

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça latejante e incapacitante, com duração média de 4 a 72 horas e tende a vir acompanhada de náusea, vômito, tontura, sensibilidade à luz e sons, e aura.

Já dor de cabeça é o termo popularmente usado para se referir à cefaleia do tipo tensional. Ou seja, uma dor de cabeça menos intensa, não latejante, sem outros sinais associados, sem sensibilidade a outros estímulos e tende a ser bilateral (atinge os dois lados da cabeça, enquanto na enxaqueca é mais comum ser localizada em um só lado).

Além disso, para a dor de cabeça pacientes costumam utilizar medicamentos preventivos (como analgésicos). No caso de enxaqueca, não é aconselhada a automedicação com fármacos preventivos.

Causas

As causas exatas da enxaqueca são desconhecidas, embora se saiba que elas estão relacionadas com alterações do cérebro e possuem influência genética.

Possíveis causas

O gatilho para as crises de enxaqueca, variam de indivíduo para indivíduo, sendo que em alguns não há presença de nenhuma causa específica. Entretanto, os mais comuns são:

  • Estresse
  • Jejum intermitente
  • Dormir mais ou menos horas do que o de costume
  • Mudanças bruscas de temperatura e umidade
  • Perfumes e outros odores muito fortes
  • Esforço físico excessivo
  • Luzes e sons intensos
  • Abuso de medicamentos, incluindo analgésicos
  • Fatores hormonais (mulheres nas fases pré, durante e pós-menstruação, gerando a chamada de "enxaqueca menstrual")
  • Consumo de certos alimentos e bebidas (queijos amarelos, frutas cítricas, carnes processadas, frituras e gorduras, chocolates, café, chás, refrigerantes, excesso de álcool)

Sintomas de Enxaqueca

  • Crise de dor de cabeça latejante e intensa de 4 a 72 horas
  • Náusea e Vômitos
  • Bocejos constantes
  • Irritabilidade
  • Sensibilidade à luz
  • Sensibilidade ao som
  • Sensibilidade ao movimento do corpo ou do ambiente
  • Tontura
  • Fadiga
  • Mudanças de apetite
  • Problemas de concentração, dificuldade para encontrar as palavras

Buscando ajuda médica

No Brasil, é estimado que apenas 56% dos pacientes com enxaqueca procuram atendimento e, destes, apenas 16% se consultam com especialistas em cefaleias. Um estudo feito em duas Unidades Básicas de Saúde (SUS), encontrou prevalência de 45% de enxaqueca nos pacientes com queixa de cefaleia.

Os médicos mais apropriados para consultar ao apresentar sintomas de enxaqueca são:

  • Neurologista (especialista em enxaqueca)
  • Clínico geral

Vale ressaltar que não é preciso apresentar todos os sintomas acima citados para ser diagnosticado com enxaqueca. Normalmente dois sinais já são o bastante para identificar uma crise da doença.

Tratamento de Enxaqueca

O tratamento para enxaqueca é prioritariamente medicamentoso (por via oral ou via intravenosa). Porém, antes de iniciar o tratamento para enxaqueca, é necessário saber se o diagnóstico está correto e qual o fator desencadeante dela. No geral, o melhor é evitar esses desencadeantes e tomar o medicamento indicado pelo médico quando uma crise aparecer. Durante uma crise de enxaqueca, o paciente não suporta ambientes barulhentos e com muita luz. Por isso, o ideal é se sentar ou deitar - o que for mais confortável - em um local com pouca luz e sem barulhos, evitando ao máximo atividades que te tirem do repouso.

Faça refeições leves e hidrate-se

Beba muito líquido, tanto água quanto soluções hidratantes disponíveis no mercado. Caso haja vômito, o melhor é não ingerir alimentos sólidos e, em casos graves, procurar um pronto-atendimento para receber medicações injetáveis mais potentes.

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