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Saúde

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Cuidados extras com crianças e pets na viagem de fim de ano

Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

“Temos assistido a um aumento das multas por excesso de velocidade e consumo de substâncias psicoativas, isso, somado ao crescimento dos transtornos de ansiedade e estresse, deixam o motorista brasileiro mais agressivo e imprudente”. A afirmação é do médico, especialista em Segurança Viária, Alysson Coimbra, que reforça: o momento é de cautela e o motorista deve ter atenção redobrada quando for pegar a estrada neste fim de ano.

Segundo o especialista, o primeiro passo para reduzir os riscos é utilizar os equipamentos como cinto de segurança, capacete e assentos e cadeirinhas para as crianças. “Para cada faixa etária há uma forma de transporte seguro de crianças. Por sua composição física, a criança é mais suscetível a ferimentos graves e todo cuidado é pouco no transporte”, afirma.

Os pets também têm atenção especial no quesito segurança. Um levantamento da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) mostrou que 80% dos tutores os transportam de forma inadequada. “Além dos riscos de morte e ferimentos para os pets, o transporte inadequado pode provocar acidentes e gera multas”, completa Coimbra.

A manutenção do veículo é indispensável. Além de checar níveis de água e óleo e calibrar os pneus, é preciso avaliar os itens de segurança obrigatórios, como triângulo, macaco e verificar se o estepe está calibrado. “Não viaje com pneus carecas, pois a redução do atrito com a pista aumenta a possibilidade de perda do controle e estabilidade do veículo. É indispensável checar o funcionamento dos itens de sinalização, como faróis, lanternas, setas e luz de freio. A ideia é minimizar todos os requisitos que contribuem para a ocorrência de sinistros”, pontua o especialista.

Coimbra, que é médico especialista em Medicina do Tráfego, lembra que o fator humano é responsável pela maioria dos sinistros e diz que alguns cuidados podem mitigar os riscos. “Para viagens longas, é preciso que o motorista tenha dormido o suficiente à noite e esteja descansado. Não indicamos que quem iniciou algum tratamento recentemente faça uso do medicamento e dirija, já que há remédios que podem interferir diretamente na capacidade de concentração e reação. Na dúvida, consulte seu médico”, explica Coimbra.

O médico alerta que diabéticos devem sempre levar um alimento doce para evitar hipoglicemia, mesmo em viagens curtas. “Se houver uma interrupção no fluxo do trânsito, o motorista tem que estar preparado para evitar essas crises, que interferem na sua capacidade de dirigir com segurança”, afirma.

A redução dos casos de covid com o aumento da vacinação deixará as rodovias mais cheias nesse fim de ano e o motorista precisa estar com total atenção no trânsito. “Comportamentos de risco, como ultrapassagens em locais proibidos, excesso de velocidade e não manter distância segura do veículo à frente são algumas das principais causas de sinistros e podem ser evitados”, comenta.

Forma correta para o transporte veicular de crianças:

▪️ Bebê conforto: crianças de até um ano de idade e até 9kg, posicionado em sentido contrário ao painel do veículo.

▪️ Assento conversível: crianças de até um ano de idade e até 13 kg posicionado no sentido contrário ao painel do veículo até a criança completar 1 ano de idade.

▪️ Cadeirinha: crianças de 1 a 4 anos de idade, que tenham entre 9 e 18 kg, posicionamos de frente para o painel do veículo.

▪️ Assento de elevação: crianças de 4 a 10 anos de idade que não tenham atingido 1,45 m de altura, com peso entre 15 e 36 kg, sempre conectado ao cinto de três pontos.

▪️ Banco traseiro e dianteiro somente com o cinto de segurança: crianças com mais de 10 anos de idade e/ou estatura superior a 1,45 m.

 

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