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Saúde

Os sinais de esquecimento e desatenção surgem entre dois e três meses depois do fim dos sintomas da

Dificuldade de memorização é relatada por um a cada três pacientes que se recuperaram da covid

Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Pelo menos um a cada três pacientes que apresentaram quadro clínico moderado ou grave de covid-19 e ficaram internados no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), relata dificuldade de memorização, de acordo com a infectologista, Andrea Almeida.

Avaliação baseada nos atendimentos em consultórios indica que esse número pode chegar até 50% dos pacientes internados por covid-19 na instituição. Entre os problemas relatados pelos pacientes estão esquecimentos de nomes, números de telefone, compromissos e tarefas, mas também a baixa concentração para atividades como leitura, conversa e escrita.

Os sinais de esquecimento e desatenção surgem entre dois e três meses depois do fim dos sintomas da infecção. De acordo com a médica, a evolução das dificuldades é incerta, em consequência do pouco tempo de existência e de estudo sobre a doença. “Precisamos observar mais. Não sabemos como o vírus se comporta a longo prazo em contato com os sistemas humanos”, pontua a infectologista que destaca a vacinação como o melhor modo de prevenção às sequelas da infecção pelo Coronavírus.

Reabilitação

A indicação para as pessoas com dificuldade de memorização por sequela da covid-19 é a reabilitação cognitiva realizada por meio de exercícios de atenção, linguagem, memória e retenção de informação. O tratamento deve ser realizado com acompanhamento médico para que haja a distinção entre os sintomas pós-covid e os de estresse e de ansiedade, que podem causar problemas semelhantes e se tornaram mais comuns durante a pandemia.

A neurologista, Ana Luísa Rocha, explica que o esquecimento causado pela covid-19 desaparece geralmente depois de seis meses. “Por muitas vezes, problemas relacionados a estresses contribuem para que o esquecimento e a dificuldade de concentração continuem, por isso, é necessário o acompanhamento médico”, acrescenta a médica que indica jogos de memorização e raciocínio lógico para o fortalecimento cognitivo, independentemente da infecção ou não por Coronavírus.

 

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