Blog do A Voz da Diocese

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Jovens comprometidos

Por A Voz da Diocese

Estimados diocesanos. A igreja católica no Brasil, com alegria e esperança, está celebrando o “Ano Nacional do Laicato”, tendo presente todos os “cristãos leigos e leigas na igreja e na sociedade, que pelo batismo, e, à luz da fé, são chamados a serem sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14).

A igreja, ao longo dos séculos, soube acolher, com humildade, discernimento e esperança, o sopro do espírito santo, mantendo vivo o elã missionário do anúncio do Reino, mesmo nos períodos marcados por trevas e sombras da história da humanidade. O amor pelo senhor, pelos irmãos, pelo evangelho foi a voz que falou mais alto ao coração de milhares de homens e mulheres, que não tiveram medo de arriscar e entregar a própria vida em nome da fé que professavam.

No contexto atual da nossa sociedade, tão marcada pela cultura da violência e da indiferença, podemos ser levados a pensar que os leigos e de modo especial os jovens estão deixando de ter fé, de participar na ação evangelizadora da Igreja, de se envolverem em ações missionárias que muitas vezes representam verdadeiros desafios de inculturação, de renúncia, de doação como expressão de fé, pela vida e a dignidade do outro. 

O Documento de Aparecida, (DAp n. 443) lembra que “os jovens são sensíveis a descobrir sua vocação a ser amigos e discípulos de cristo. São chamados a ser ‘sentinelas do amanhã’, comprometendo-se na renovação do mundo à luz do plano de Deus. Por isso, ‘não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido’”. Eles “têm a capacidade para se opor às falsas ilusões de felicidade e aos paraísos enganosos das drogas, do prazer e de todas as formas de violência”.

Mesmo diante de um contexto no qual a vida, muitas vezes, é marginalizada e pouco valorizada, eles são capazes de discernir e descobrir o chamado particular que o senhor Jesus lhes faz. Não temem o chamado para serem discípulos e missionários, não temem fazer renúncias pela causa do reino. Mas temem perder a vida; têm medo da cultura da indiferença e da exclusão, que fecha as portas para a educação, a solidariedade e as oportunidades que dão dignidade à vida, hoje e amanhã.

Tende todos um bom domingo.

Dom José Gislon

Bispo diocesano de Erechim

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