Blog do Rodrigo Finardi

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O peso da caneta deixa subalternos mais seguros. E o novo presídio? Transbrasiliana intacta à décadas e nossa história continua escondida

Por Rodrigo Finardi

Em algumas oportunidades o prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt afirmou que não irá concorrer à reeleição. E isso acaba mexendo na zona de conforto de muitos. Sem contar àqueles que imaginam ocupar seu lugar.

Schmidt nunca falou em sucessor, mesmo seu vice- Marcos Lando (PDT) ter demonstrado interesse em concorrer para prefeito. Lógico que é cedo para que ele faça isso, pois talvez posso mudar de opinião e tentar a reeleição. Mas para isso acontecer o governo precisa dar uma guinada de 360 graus.

Em sua cabeça o prefeito tem muitas coisas que gostaria de fazer, mas a velocidade de execução é lenta deixando os munícipes nervosos. Quem acompanha as redes sociais sabe o que estou dizendo. Tem exageros? Lógico que tem. Porém, representa um sentimento momentâneo.

A preparação de um sucessor talvez seja o que todo o grupo pense em ouvir – mesmo que para isso cause ciumeira em alguns. É do jogo, mas para ser jogado precisa entrar em campo. E para isso ocorrer precisa aparar várias arestas e acima de tudo fazer valer o peso da caneta.

Muitos não gostam do peso da caneta, mas a maioria se sentirá mais seguro para desempenhar suas funções.

Um dos desejos do prefeito Schmidt é criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e espera contar com três ex-prefeitos: Eloi João Zanella, Antônio Dexheimer e Paulo Alfredo Polis. Algumas vezes tocou nesse assunto, mas nos últimos meses não ouvi mais nada sobre o tema.

 

As décadas passam e a Transbrasiliana continua intacta. Nada é feito

Basta uma eleição geral se aproximar e as obras de infraestrutura da região, que estão adormecidas há décadas começa a aparecer na boca de candidatos. É a reativação do trem, as estradas estaduais sem asfalto nos municípios do Alto Uruguai e principalmente a Transbrasiliana no trecho que liga Erechim à Passo Fundo. Aliás, esse é o único trecho da rodovia que corta o país de norte a sul que não é asfaltada. Então quando se fala de falta de força política temos que incluir outros estados da Federação.

Já que estamos falando de Transbrasiliana em 2015, mês de dezembro, pouco antes do recesso no Congresso Nacional, os parlamentares aprovaram o Plano Plurianual da União para o período de 2016 a 2019. Na oportunidade foi incluído no plano a duplicação e adequação da Transbrasiliana. Mas a obra nunca saiu dos gabinetes. Os recursos eram para entrarem no orçamento da União de 2017 e ninguém viu ou ouviu falar.

Ao longo do ano passado um comitê Pró-BR 1534 formado por lideranças do Alto Uruguai e do Planalto Médio se mobilizaram e estiveram em Brasília para pedir pelo menos o projeto da rodovia, orçado em torno de R$ 5 milhões. Até agora nenhuma notícia oficial que estes recursos serem liberados, que seria a primeira parte para depois ser executada a obra.

Mas em promessas, podem me cobrar, serão feitas várias ‘transbrasilianas’ de agora até o dia da eleição. Se alguém prometer pergunte: “de onde virá o dinheiro e que ano?”

 

Estacionamento rotativo: ninguém mais quer ser enganado

Pela projeção da empresa Estacione, vencedora da licitação do estacionamento rotativo em Erechim em 30 dias o serviço começará a ser executado. Foi uma novela longa que parecia não ter fim.

Várias experiências passadas deixam a população desconfiada pois todas as empresas antes de começarem a trabalhar apresentavam boas perspectivas e não deu certo.

Essa nova empresa causou muito boa impressão com toda a tecnologia que será empregada. E todo mundo torce que na prática funcione bem. Ninguém mais quer ser enganado.

 

Abram o olho

O edital tipo tomada de preço da prefeitura de Erechim para fornecimento de material e mão de obra para a execução de 15 mil metros quadrados de reparos e restauro de pavimentação tem como PO (Preço Orçado) o valor global de quase R$ 334 mil. Conversando com uma pessoa ligado ao setor, acredita que esse valor é muito baixo, em torno da metade do que é cobrado pelo mercado. Por isso acredita que no dia da abertura das propostas no dia 7 de fevereiro não aparecerão interessados a exemplo das obras de recapeamento recentemente: “se alguém aparecer abram o olho que o serviço será de péssima qualidade”.

 

Nossa história continua escondida, enquanto lei não vinga

Seguidamente escrevo sobre leis que não vingam. Em agosto de 2017 escrevi nesse espaço sobre o Projeto “Erechim, Cidade Limpa”, que não sai do papel. Apenas algumas fachadas por conscientização dos proprietários recebem tratamento digno nas ruas centrais da cidade na avenida Maurício Cardoso.

A lei foi aprovada no dia 21 de dezembro de 2015, há mais de dois anos. Em seu bojo a requalificação do centro comercial e principalmente histórico de Erechim, em parceria com a prefeitura, CDL e IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil). O objetivo é deixar o centro da cidade mais bonito, mais limpo. Atrair consumidores e turistas pela riqueza de nossa Arte Decó.

A lei regulamenta o tipo de anúncio (tamanho das placas) em edificações que compõe o centro comercial, além de padronizar cores a serem utilizadas nos prédios. Placas não podem ser do tamanho que é hoje, escondendo a história. O projeto traz em detalhes como deve ser estes letreiros. O prazo para implantação do projeto era de 12 meses para a região central (deveria ser final de 2016, início de 2017) e de 18 meses para os demais bairros da cidade (final de junho do ao passado). Mais de dois anos depois, muito pouco ou quase nada foi feito.

 

E o novo presídio?

Há muitos anos ouvimos notícias da necessidade da retirada do Presídio Estadual de Erechim do centro da cidade. Atualmente a casa prisional sofre com superlotação com o dobro de sua capacidade. Muitos movimentos já foram feitos para tentar sua retirada do local onde está. No governo de Yeda Crusius entre 2007 e 2001 surgiu a oportunidade. A prefeitura de Erechim comprou o terreno na ERS 477 na estrada que liga com Áurea e o tempo passou e nada aconteceu. O terreno voltou para a prefeitura e depois revendeu para o dono, já que havia desapropriado.

No segundo semestre do ano passado mais um movimento, muito forte, iniciou uma luta para tirar o presídio do centro da cidade, envolvendo a Prefeitura de Erechim, Ministério Público, Justiça. Câmara de Vereadores, Defensoria Pública, Conselho da Comunidade, SUSEPE e Consepro. Tiveram em Porto alegre em audiência com o secretário de Segurança Pública Cezar Schirmer e a possiblidade ventilada à época era usar os imóveis do Estado que estão desocupados para oferecer em pagamento pelo construção do novo presídio, desde que avaliado pela Caixa para se ter uma noção exata dos valores dos mercado.

Uma ideia muito boa, pois não sairia um real da setor público. Quem pagaria pela obra em troca de uma área seria a iniciativa privada. Passados mais de seis meses, não vejo sinais práticos de sua efetivação. 

 

Marcar território de olho na suplência do Senado

O vice-prefeito de Erechim Marcos Lando esteve em Porto Alegre na quinta-feira (1) para prestigiar a posse do deputado Marlon Santos, como presidente da Assembleia Legislativa. São do mesmo partido, o PDT.

Junto com Lando, foram o presidente municipal André Jucoski, o coordenador regional Alencart Loch e seu chefe de gabinete Leonir Nadal.

A presença no evento também serviu para marcar território, já que Lando é cotado para ser primeiro suplente do Senado na candidatura de José Fortunati.

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