Blog do Rodrigo Finardi

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Percepções dos secretários de Schmidt e Lando. Qual a sua?

Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Nesta primeira coluna de férias, faço uma análise de minhas percepções dos secretários municipais de Erechim. Nem todos têm a mesma velocidade, nem todos dão as respostas que a população quer, mas todos permanecem no governo desde o dia 1º de janeiro de 2017.

Schmidt já falou publicamente que está satisfeito com o desempenho de seus comandados e não demonstra sinais de troca, apesar de pressões externas que recebe de muitos de seus apoiadores.

Alguns titulares das pastas pagam o forte preço de promessas de campanha que ainda patinam.

A seguir uma análise sucinta de alguns fatos e ações de cada um dos secretários. E qual a sua percepção?    

 

O discreto e o desafio

O secretário de Planejamento, Gestão e Orçamento Público, José Camargo foi uma indicação do PR. Já tinha exercido o mesmo cargo na gestão Zanella/Tirello. De atuação discreta, como ele mesmo se define, cada vez que se fala em troca de secretariado seu nome é lembrado. Com os cofres raspados no Estado e União ainda não emplacou um grande projeto com recursos externos. Seu desafio nesse segundo ano é fazer o Orçamento Público funcionar, pois tem demandas de 2016 votadas como prioridades pelas comunidades que ainda não saiu do papel.

O homem forte

O secretário da Fazenda, Roberto Fabiani é um dos homens fortes do governo. Um dos poucos nomes remanescentes do primeiro mandato de Schmidt de 1997 a 2000. Faz parte do núcleo duro e está presente em todas as tomadas de decisões. E esse é um fardo pesado para carregar, pois a responsabilidade é grande. Só sai do governo se quiser, e ele tem balançado com essa possibilidade. Faz parte do quadro do Solidariedade.  

O peso nos ombros

A função de secretário de Administração é uma das mais importantes e difíceis de um governo. Sempre se coloca alguém de extrema confiança do prefeito. E Valdir Farina (PSDB) é de profunda lealdade a Schmidt. Sobre seus ombros recaem licitações complexas como água esgoto, lixo, transporte coletivo e estacionamento rotativo. Pela sua pasta passam as principais decisões de governo. Por conta da suspensão de algumas licitações e erros em projetos, sua capacidade foi colocada em xeque internamente, porém nada que abale sua reputação junto ao chefe maior.

Os buracos e a imagem

Vinícius Anziliero (PSDB) é o mais jovem dos secretários e tem sob sua batuta a secretaria de Obras Públicas e Habitação, uma das mais complexas do governo. Logo, o desgaste é natural. Vinícius sabe que sua imagem externa não é nada boa, mas tenta não se abalar. Problemas no asfalto da cidade, buracos que se multiplicam numa velocidade maior que se conserta, qualidade de produto empregado como aquele que derretia na Caldas Júnior contribuíram por arranhar sua imagem. Também faz parte do núcleo duro do poder. 

Recuo estratégico

No primeiro ano de mandato, o secretário que mais de destacou publicamente foi o do Desenvolvimento Econômico, Altemir Barp. Com poucos recursos conseguiu ir além do papel e colocar em prática algumas ações importantes como a incubadora tecnológica e três feiras setoriais. Nos últimos meses recuou. Creio que de forma estratégica, pois começou o ciúme internamente.

Não se furta ao embate

O vereador Leandro Basso (PRB) deixou o legislativo para assumir a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Segurança Pública. Na gestão passada foi um ferrenho opositor ao governo Polis e Ana. Agora está do outro lado do balcão. De temperamento forte não se furta de ir ao embate. Ou olho no olho ou nas redes sociais. Foi assim na ideia de mudanças na Feira do Produtor. Tem boas ideias para melhorar a agricultura da cidade, mas esbarra num orçamento pequeno.

O feijão e arroz eficientes

A secretária da Cidadania, Linir Zanella (Progressistas) não foi indicação de seu partido e sim da cota pessoal do prefeito Luiz Schmidt. Sempre foi uma primeira dama atuante quando seu marido Eloi Zanella governou Erechim. No comando da pasta passa a impressão que tem o grupo nas mãos. Se publicamente não se vê suas realizações, por outro lado nada se escuta que lhe desabone. E num governo com grande desgaste publico o feijão com arroz se torna eficiente. 

Chuva ácida de questionamentos

Quando foi anunciado como secretário da Saúde, Dércio Nonemacher (MDB) não era o primeiro nome escolhido pelo prefeito, apesar de fortes laços com o prefeito. Não queria naquele momento, por uma série de fatores. O primeiro nome era do atual secretário adjunto Jackson Arpini que declinou. Essa é uma secretaria nervosa pela sua complexidade e se tornou ainda mais em função das fortes promessas de campanha. E sob essa chuva ácida de questionamentos que Dércio toca a pasta.  Ruído nada bom 

Quando foi anunciado o nome de Vanir Bombardelli na titularidade da Secretaria de Educação, alguns partidos da base aliada chiaram e forte, pois ela não tem filiação partidária.  Promoveu algumas mudanças que não agradou parte da comunidade escolar. Cada vez que uma ação sua tem repercussão negativa, os partidos ficam ouriçados de olho no cargo da pasta com o maior orçamento do município. Prestadores de serviços alegam que falta diálogo na secretaria, que se trata uma coisa e depois acontece outra. Esse tipo de ruído não é nada bom.    

Rota de colisão com o núcleo duro

O secretário de Meio Ambiente, Cláudio Silveira (PDT) teve papel importante nas convenções do partido quando Ernani Mello retirou sua candidatura e o caminho ficou aberto para Marcos Lando ser o vice de Luiz Schmidt. Na sua secretaria, alguns servidores afirmam que ele tem uma maneira um pouco truculenta de lidar com as situações. De personalidade forte invariavelmente entra em rota de colisão com secretários do núcleo duro.  

 

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