Blog do Rodrigo Finardi

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Vereadores da base aliada criam casca para endurecer o debate

Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

A exemplo da eleição de outubro de 2016, quando Luiz Schmidt (PSDB) venceu Ana Oliveira (MDB) por 12 votos, a composição da Câmara de Vereadores de Erechim, ficou extremamente justa entre oposição e situação. Dos 17 eleitos, oito são situação e nove oposição.

Ao longo do primeiro ano desta legislatura foi possível ver embates e votações apertadas. Da maneira que está posta, qualquer projeto polêmico, tende a ter uma discussão maior e muitas vezes nem ser aprovado. Cito a atualização da planta de valores que foi rejeitado, dois projetos do Legislativo sancionados após silêncio do Executivo, e dois títulos de cidadão erechinense com votação contrária. E isso que é só o primeiro ano. O Executivo tentará de todas as formas buscar o nono voto, mas vereadores da base se preocupam em manter os oito já existentes.

A base aliada é mais inexperiente que os vereadores de oposição. Vários nomes são novos na política, mas apanhando estão criando a casca e tendem a endurecer o debate, principalmente agora que estamos num ano eleitoral. Nessa segunda coluna de férias e também na do próximo sábado (10) escreverei um pouco sobre cada vereador. Hoje (8) é a vez dos oito vereadores de situação.

A mais experiente

A vereadora Eni Scandolara dos Progressistas está em seu quarto mandato. É a mais experiente entre os 17 e serve como uma conselheira dos mais novos. Extremamente fiel ao ex-prefeito Eloi João Zanella cresceu politicamente o que levou a ser indicada a ser secretária de Educação de 2005 a 2008 e concorreu a vice-prefeita, sempre escutando coisas nem tão abonatórias ao atual prefeito de Erechim Luiz Schmidt. Hoje mesmo não sendo a líder de governo, é uma das que mais defende o prefeito. Uma vereadora que dá expediente. Pela idade deve ser seu último mandato 

Abocanhando tudo que dá

Na primeira vez que concorreu a vereador foi o mais votado do PDT. Com o mandato conquistado queria mais. Dentro de seu partido construiu um caminho para que fosse eleito presidente da sigla de Leonel de Moura Brizola. Escorou-se em dois nomes importante do partido, Gilmar Fiebig e Ernani Mello, não dando chances para que o vice-prefeito Marcos Lando montasse uma alternativa. Dessa forma teve o apoio dele também. Desde o ano passado colocou seu nome à disposição para concorrer a deputado federal esse ano. Nesse mês de janeiro conseguiu a indicação para poder concorrer. Bem articulado nas palavras sempre cobrou do Executivo uma maior participação do PDT no governo com ideias de desenvolvimento. Talvez por isso, foi escolhido nesse ano de 2018 como líder do governo. E pode vir mais por aí. André vem abocanhando tudo que dá.

Fala mansa soa como música

Flavinho Barcellos é um cara carismático, de fala mansa, não entra em dividida, escolhe as palavras para soar como música para os outros. Eleito como vereador do PDT, carrega consigo o fato de ter tido o apoio do ex-vereador Ernani Mello e às vezes o Executivo o trata com desconfiança. Sempre gostou de política, mas ressalta que de fora para dentro é de uma maneira e quando está dentro dela não é como pensamos.  Adaptou sua vida profissional, com horários alternativos para poder dar expediente no Legislativo.

Não leva ninguém para compadre

Em seu segundo mandato e como o vereador mais votado nas eleições de 2016, Claudemir de Araújo (PTB) não leva ninguém para compadre. Mesmo quando seu partido nas eleições apoiou Flávio Tirello (PSB) para prefeito, até os quero-quero do Ypiranga sabiam de sua preferência por Luiz Schmidt. Mesmo fazendo parte da base aliada em muitos momentos adota um perfil independente. Defende até onde dá. Na tribuna é o vereador que mais faz o contraponto quando o governo Schmidt é atacado, mostrando os erros da gestão passada. Quer mais na política.  

O jovem Engenheiro

O jovem Emerson Schelski entrou na política através de um convite feito por Luiz Francisco Schmidt. Engenheiro de formação trabalha na Plaxmetal e quando aceitou concorrer estava se aperfeiçoando na Alemanha. Em seu primeiro mandato ainda demonstra a insegurança natural de viver um mundo novo com regras próprias. Durante a campanha não tinha tempo para fazer as visitas. Só a noite, fins de semana e feriados. Na coligação do PSDB e Progressistas deixou para trás nomes já tarimbados como José Rodolfo Mantovani. Para ele o vereador precisa descentralizar seu mandato e desta forma realiza reuniões periódicas em bairros e comunidades para ouvir as demandas. 

Como uma Coca Cola de dois litros

O Advogado Renan Soccol foi o mais votado do PSDB, representando a direita de Erechim, pela suas ideias de Estado e como tem que ser a política. Montou um grupo de apoio de jovens que queriam mudanças que acreditam no poder transformador da política para mudar e melhorar a sociedade. Como um coca cola de dois litros iniciou seu mandato a todo vapor, aprendendo a lida diária com as bofetadas. E de quebra uma grande responsabilidade sobre seus ombros. Foi escolhido para ser o líder de governo e como às coisas não andaram às mil maravilhas no paço municipal não foi uma das tarefas mais fáceis. No segundo semestre foi visível seu recuo, seu entusiasmo, o gás acabou. E digo sem medo de errar, é o menos dos culpados.

O estudioso

Gilson Serafin, o Pimenta foi o único vereador do PSD eleito para esta legislatura. Seu partido foi muito cortejado durante as convenções municipais pelos três candidatos à prefeito. Mas resolveu concorrer de forma independente sem apoiar ninguém liberando seus filiados para seguirem o caminho que quisessem. Pimenta optou por apoiar Schmidt.  Na Câmara de Vereadores, ele mantém um perfil bastante sério e em muitos projetos se mostra um estudioso. Lê, tenta entender, para depois emitir suas opiniões e considerações sobre o que está sendo votado. Não representa aqueles políticos tradicionais. Mas hoje em dia isso é muito bom.

Com os olhos em Porto Alegre

Márcio Pavoni do Solidariedade é sobrinho do prefeito Luiz Schmidt. Ele é primeiro suplente numa coligação na proporcional com o PRB. Com a ida de Leandro Basso para a secretaria de Agricultura assumiu a titularidade. Apesar da vereança, seu grande foco nesse momento é a candidatura para deputado estadual em outubro. Montou uma estrutura para isso e deve ser indicado pelo seu partido nas convenções estaduais numa dobradinha com Cláudio Janta, que é o presidente e concorrerá a federal.

 

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