Blog do Rodrigo Finardi

Foto 1.jpg

Até quando os nove de oposição serão oposição? O tempo está passando rápido!

Por Rodrigo Finardi

Na edição de quinta-feira (8) a coluna trouxe um pouco da atuação de cada um dos oito vereadores que compõe a base aliada. Foi a segunda coluna de férias. Hoje (10), trago um breve relato de cada um dos nove vereadores de oposição.

Aliás, esse grupo tem um acordo para quatro anos, para desta forma não deixar a situação com maioria no Legislativo erechinense, inclusive definido a distribuição de cargos que compete à mesa diretora.

No dia 23 de novembro do ano passado esses vereadores e os dirigentes partidários se reuniram no Clube Caixeiral e Coroas para sacramentar esse acordo o que culminou com a eleição de Rafael Ayub (MDB). Par 2019 o acordo prevê que a presidência será ocupada pelo PT, provavelmente Alderi Oldra. E no último ano Ilgue Rossetto (PV). Isso são projeções, pois a carga do Executivo deve ser pesada a partir de agora.

E nesse ano de 2018 a disputa promete fortes emoções, pois se tratar ano de eleições. Normalmente após os resultados das urnas em outubro, muitos saem insatisfeitos. É quando os acordos longos perdem força. E aí que mora o desafio. Como se manter unidos quando o namoro palaciano se intensificar. A seguir um pouco de cada um dos vereadores de oposição, que em um âmbito geral tem mais corrida que a base aliada

O azarão chegou

Ilgue Rossetto era o azarão do Partido do Verde. Oriundo do PR, correu por fora. O próprio partido não acreditava que Ilgue fosse o mais votado. Ele é do Bairro Presidente Vargas e se orgulha muito disso. Depois de eleito em várias momentos sempre fez questão de frisar que quer entrar para a história como um grande vereador. Ilgue não é assustado. Não se intimida fácil e encara quem quer que seja pelas suas convicções. Nessa ânsia de buscar respostas, às vezes passa do ponto. Precisa dosar a ansiedade às vezes.  

 

Hábil com as palavras

Rafael Ayub (MDB) foi um dos três eleitos do partido. Para chegar na Câmara de Vereadores passou pela direção da Vigilância Sanitária e depois como diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha. Hábil com as palavras, raramente entra em dividida publicamente. Ultimamente seu embate maior foi internamente, pois o acusam de seus votos na majoritária serem de Luiz Schmidt e numa eleição apertada como foi o resultado poderia ter sido outro. Colocou seu nome à disposição para concorre a deputado federal. Segurou até que deu, mas antes garantiu que o partido o apoiasse para ser o presidente do legislativo nesse ano de 2018. 

 

Calmo, mesmo quando as palavras são duras

Quando foram conhecidos os 17 vereadores desta legislatura, numa análise geral, mesmo o Executivo não tendo maioria, os três eleitos do PT tem um perfil mais fleumático que outros que buscavam uma vaga, o que refresca o tom da crítica. E Alderi Oldra, o mais votado do partido tem esse perfil. Quando tem criticar, não altera a voz, parece um padre às vezes de tão calmo, mesmo quando as palavras são duras. É seu segundo mandato. No primeiro assumiu pouco pois era secretário de Educação. E é esta área que ocupa grande parte de seu mandato. Ele e atual secretária pensam diferente a educação do município.

 

Mais falante que outrora

Sérgio Alves Bento, o Serginho está em seu terceiro mandato. Todos dizem que não vai se eleger. Abrem as urnas e garante um mandato. Nos primeiros dois era situação e agora é oposição. Como seu mandato é bastante assistencialista precisa do Executivo e esse é o grande desafio nessa legislatura, reinventar sua maneira de fazer política. Sempre usou pouco a tribuna e nesse primeiro ano de mandato está mais falante que outrora.

 

O fiel da balança virou crítico ferrenho

Quando se elegeu para seu primeiro mandato, Ale Dal Zotto (PSB) era tratado como o coringa tanto pela oposição como a situação, o fiel da balança. Para o lado que pendesse, garantiria a maioria para um grupo. Ficou do lado da oposição o que lhe garantiu a presidência no primeiro ano. Hoje se mostra como um dos principais vereadores de oposição. 

 

O fiscalizador ferrenho, diminuiu o tom

O ex-secretário de Meio Ambiente, Mário Rossi chegou ao Legislativo com um processo por captação ilícita de sufrágio (compra de votos). Foi diplomado e assumiu e teve que deixar o cargo por decisão da Justiça Eleitoral. Alguns meses depois numa decisão em Brasília recuperou seu mandato. Na tribuna se mostrou um fiscalizador ferrenho do Executivo com discursos inflamados. Alguns meses para cá diminuiu o tom. Queria ser presidente da Câmara, mas não conseguiu, o que acarretou alguns dissabores internos no MDB. Hoje afirma que esse episódio está superado

 

Não gosta que digam o que ele tem que fazer 

Nadir Barbosa foi o mais votado do MDB. Chega a seu segundo mandato mais forte que o primeiro. Não tribuna não tem uma grande oratória, mas compensa com dois assessores parlamentares que lhe dão grande suporte no mandato. Nadir é uma pessoa simples, e desenvolveu uma habilidade que nem sempre nota-se se é oposição ou situação. Respeita a instância partidária, porém em muitos momentos se mostra independente. Não gosta que digam o que ele tem que fazer. 

 

Redes sociais implacáveis sem perder o equilíbrio

Em seu segundo mandato, Lucas Farina se mostra uma pessoa centrada, mesmo na adversidade. Recentemente em janeiro sofreu uma forte turbulência por conta de ter ida à Porto Alegre no julgamento de Lula. As redes sociais foram implacáveis com ele. E em momento algum perdeu o equilíbrio. No primeiro mandato assumiu como suplente e nesse como eleito. É um dos nomes do partido que deve concorrer à deputado estadual nas eleições de outubro

 

Não recua jamais

Na coligação do PCdoB com o PPS, poucos imaginavam e nem falavam em Sandra Picoli. E ela conquistou uma vaga sendo a mais votada entre os candidatos. Entre os 17 vereadores, hoje em Erechim, Sandra sem dúvida é a vereadora mais conhecida. Tudo por conta da lei dos fogos de artifícios, proibindo a soltura de artefatos com barulho. Vive uma relação de amor e ódio com a população, mas marca posição como ninguém. Cresce politicamente, mesmo quando apanha, pois seus apoiadores que aumentaram não se pronunciam tanto, como os contrários a lei. Defende uma causa – animais, crianças e idosos – e não recua jamais.

Blog dos Colunistas

Publicidade

Horóscopo

Leão
22/07 até 22/08
A relação com os amigos ganha destaque neste...

Ver todos os signos

Publicidade