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Blog do Dennis Allan

Dois intervalos

Por Dennis Allan

Para organizar informações históricas no estudo das Escrituras, utilizo um sistema que aprendi com os autores Bob e Sandra Waldron. Eles dividiram a história bíblica em 17 períodos: (1) A Criação, (2) O Dilúvio, (3) A Dispersão dos Povos, (4) Os Patriarcas, (5) O Êxodo do Egito, (6) A Peregrinação no Deserto, (7) A Conquista da Terra, (8) Os Juízes, (9) O Reino Unido, (10) O Reino Dividido, (11) Judá Sozinho, (12) O Cativeiro, (13) A Volta do Cativeiro, (14) Os Anos de Silêncio, (15) A Vida de Cristo, (16) A Igreja Primitiva e (17) As Cartas aos Cristãos. Essa abordagem facilita a compreensão da narrativa bíblica.

Hebreus, capítulo 11, destaca exemplos da fé do Antigo Testamento e do período entre os Testamentos – o tempo coberto pelos primeiros 14 períodos da lista acima. Se alinhar os exemplos desse capítulo com aquela lista, perceberá dois intervalos ou períodos pulados. Nenhum dos exemplos da fé se enquadra no período da Dispersão dos Povos, nem no da Peregrinação no Deserto. Por quê?

A Dispersão dos Povos se refere ao relato de Gênesis 10 e 11. Junto aos registros genealógicos dos descendentes de Noé, encontramos o relato da história da torre de Babel. Essa história não ilustra a fé, mas sim a rebeldia contra Deus. Os construtores daquela torre não merecem figurar na lista dos fiéis.

A Peregrinação no Deserto se refere ao período de quase 40 anos após a saída dos israelitas do monte Sinai. Esse período inclui algumas demonstrações de fé, mas representa, de modo geral, a rebeldia de um povo obstinado. Há referências negativas a esse período em vários livros do Antigo e Novo Testamentos, inclusive no próprio livro de Hebreus, capítulos 3 e 4. Não é surpreendente observar a omissão desse período na lista de exemplos de fé.

Os casos citados em Hebreus 11 ilustram a confiança nas promessas de Deus, mesmo quando não foram cumpridas durante a jornada terrestre das pessoas citadas. Os construtores da torre de Babel se achavam capazes de chegar aos céus por mérito próprio e engenhosidade humana. A geração de israelitas que morreu no deserto sofreu esse castigo em consequência da sua falta de confiança em Deus e em suas promessas. Perderam de vista a Terra Prometida, perderam a esperança e abandonaram a confiança.

Há muitos exemplos excelentes de fé que não aparecem em Hebreus 11, mas a ausência total de referências a dois períodos apresenta um contraste claro entre a fé e a desobediência.

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