Celebrem com Júbilo!
Salmo 100 é uma pequena, mas rica expressão de louvor a Deus:
Celebrem com júbilo ao Senhor, todas as terras.
Sirvam ao SENHOR com alegria, apresentem-se diante dele com cântico.
Saibam que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio.
Entrem por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendam-lhe graças e bendigam o seu nome.
Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade.
Na leitura inicial, observamos a perspectiva internacional, e não apenas nacional. Mesmo nesse livro de louvor usado no templo dos judeus em Jerusalém, o autor chama todas as terras para adorar. Durante os dois milênios antes da morte de Jesus, Deus tratou os descendentes de Abraão como seu povo privilegiado, mas isso não significa que deixou de ser o Deus de todas as suas criaturas. Em Jesus, aquelas distinções foram revogadas para sempre (Gálatas 3:26-28).
Ao chamar os povos para adorar, o salmista não procura conciliar seu ensinamento com o politeísmo que dominava as outras nações. A afirmação dele é taxativa e exclusiva: O SENHOR (Yahweh) é Deus. Ele é o Criador de todos, o Pastor do seu povo. Adorar a Deus significa rejeitar os falsos deuses. Paulo fez as mesmas afirmações no seu discurso para os filósofos gregos em Atenas (Atos 17:24-31).
O tom do Salmo é jubilante, pois o privilégio de adorar o Criador é motivo de alegria! O louvor celebratório inclui cânticos e ações de graças. O eterno e verdadeiro Deus merece esse louvor por causa dos seus atributos: bondade, misericórdia e fidelidade (verso 5).
Dois termos no verso 4 frisam a intimidade da relação dos adoradores com seu Deus: portas e átrios. O templo em Jerusalém serve como plano de fundo para entender a ideia de entrar pelas portas para adorar nos átrios. Para os judeus no Antigo Testamento, aquele local da adoração era sagrado. Mas séculos depois, quando uma mulher perguntou para Jesus se devia adorar em Jerusalém, ele falou de uma mudança importante: “Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai [...] Mas vem a hora — e já chegou — em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores” (João 4:21,23).
Hoje, em qualquer lugar, os verdadeiros adoradores louvam a Deus com alegria, porque ele é bom, misericordioso, fiel e eterno!