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Ensino

Professor da UFFS ministra workshop em Portugal

Segundo docente, atual legislação ambiental brasileira ainda está distante de englobar a paisagem como patrimônio social e natural

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O professor Reginaldo (o primeiro à direita) com outros participantes do evento em Portugal
Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação/UFFS

Tratar da paisagem como um conceito geográfico, e também da religação do homem com a natureza. Este é um dos objetivos do projeto de pós-doutoramento do professor, Reginaldo José de Souza, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Erechim, que pretende aprofundar o debate sobre como a geografia pode contribuir com os estudos ambientais e as perspectivas do ordenamento territorial. A pesquisa foi apresentada em workshop realizado na Universidade de Lisboa no último dia 12, e engloba estudos tanto no campo como nas cidades através da análise da paisagem. Inclui-se, aí, o território em que a UFFS está presente.

“O projeto foi idealizado a partir do trabalho que venho desenvolvendo em disciplinas como História do Pensamento Geográfico e Epistemologia da Geografia, na UFFS – Campus Erechim”, explica o docente. “Outra motivação para o pós-doutorado foi uma pesquisa em desenvolvimento, que trata dos impactos de empreendimentos hidrelétricos na divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.”

Trata-se do projeto “Urbanização e Hibridação Socionatural em Contextos Hidrelétricos”, coordenado pelo professor Igor Catalão, do curso de Geografia da UFFS – Campus Chapecó. “Este projeto conta com auxílio financeiro e duas bolsas de iniciação científica (Edital FAPESC 7/2015) para investigarmos uma série de transformações paisagísticas na região”, fala Reginaldo.

Segundo o professor, a atual legislação ambiental brasileira ainda está muito distante de englobar a paisagem verdadeiramente como um patrimônio social e natural. “O Brasil é um país de pouca ou quase nenhuma cultura paisagística, e as maiores provas disso se expressam através de práticas político-econômicas supostamente desenvolvimentistas, que priorizam a implantação de grandes empreendimentos em detrimento da manutenção do equilíbrio ecológico de vários geossistemas”, diz.

Como exemplo, Reginaldo cita os impactos na geomorfologia, hidrografia, vegetação e fauna dos ambientes, causados pelas usinas hidrelétricas inclusive na escala regional. “Isto sem falar do impacto social com a remoção de várias pessoas dos locais onde construíram suas vidas. A usina de Itá – SC é o nosso exemplo mais próximo”, aponta.

Evento

O professor Reginaldo participou como palestrante no workshop “Projetos de Paisagem”, na Universidade de Lisboa, instituição em que o docente da UFFS faz seu estágio de pós-doutoramento. A atividade foi parte do Seminário “Filosofia da Paisagem”. Na ocasião, o professor apresentou o projeto “Paisagem híbrida e socionatureza: relações entre geografia e filosofia” em função de sua proposta interdisciplinar, que engloba os estudos paisagísticos na área da Geografia Física, Filosofia da Paisagem e as Estéticas da Natureza. A pesquisa de pós-doutoramento é realizada pelo docente da UFFS na Universidade de Lisboa, sob a supervisão da professora, Adriana Veríssimo Serrão.

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