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Rural

Cesa Erechim sem compradores

Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Arquivo BD

A abertura dos envelopes com as ofertas de compra da unidade da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) de Erechim iria acontecer às 15h desta quinta-feira (19), pela diretoria da Companhia, em Porto Alegre. Mas não houve interessados pela aquisição. A modalidade de venda é a de maior preço, com valor mínimo de R$ 8.640 milhões.

De acordo com o presidente da Cesa, Cláudio Cava, será realizada uma reunião com a diretoria de todas as unidades e com o conselho da Companhia para ver qual medida será tomada. “Primeiramente temos a venda nesta sexta-feira da unidade de Cachoeira do Sul e na segunda de Bagé. Aí encerramos esta etapa. Depois vamos decidir se vamos para uma nova etapa ou se faremos um pacote com nova licitação com estas unidades que não foram vendidas, mas elas vão à venda”, ressalta, acrescentando que havia boatos de interessados em comprar a unidade de Erechim, mas não houve proposta. As unidades que não foram vendidas nesta etapa são: Passo Fundo, Palmeira das Missões, duas em São Gabriel e Erechim.

A unidade de Erechim possui área total de 7.582 metros quadrados e capacidade para armazenagem 22.500 toneladas. No momento, 40% da capacidade está ocupada com grãos de produtores particulares e empresas da região. Mesmo sendo utilizada no momento, Cava ressalta que ela será vendida, não existindo a possibilidade de não ir à venda. “O que importa é receita para pagarmos o acordo trabalhista”, diz. A venda das unidades faz parte de um acordo trabalhista com o sindicato dos funcionários que quando vendidas vão garantir o pagamento desse acordo aos funcionários.

No Alto Uruguai, além da armazenagem da Cesa também há estocagem nas propriedades dos agricultores e em cooperativas. A capacidade de armazenagem nas propriedades através de projetos realizados pela Emater é de 37.500 toneladas de grãos, volume um pouco maior do que a ofertada pela unidade da Cesa. De acordo com o agrônomo Carlos Angonese, mesmo assim, este número é considerado insuficiente. “A demanda por armazenagem é grande. Temos 15% da produção armazenada nas propriedades enquanto que o ideal seria em torno de 60%. Desta forma o grão acaba indo direto para a mão de terceiros e diminui o poder de barganha do produtor. Com o grão em mãos, ele pode vender no momento em que achar melhor e quando encontrar o melhor preço”, explica. Conforme Angonese, neste ano, a expectativa é de aumentar em 20% a capacidade de armazenagem na região.

 

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