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Ensino

Cpers vota pela continuidade da greve

Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Reprodução Facebook

Apesar da decisão do sindicato, professores da região devem retomar atividades na segunda-feira

Em assembleia geral realizada na tarde desta sexta-feira (10), em Porto Alegre, o Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers) votou pela continuidade da greve do magistério, que já chega a 65 dias no Estado. A decisão foi anunciada logo após o resultado das votações, na página do sindicato no Facebook, seguida da mensagem “Seguimos fortes na luta”. Na região, porém, a mobilização deve encerrar já na segunda-feira (13), visto que em conselho regional realizado na última semana, a categoria havia votado pelo fim da paralisação.

Até a sexta-feira (10), segundo a diretora regional do Cpers, Marisa Betiato, a greve tinha adesão de 45 servidores no Alto Uruguai, lotados em quatro escolas, que estavam com atividades suspensas parcialmente. “A decisão do sindicato geral foi pela sequência da greve. Porém, regionalmente a categoria havia decidido encerrar a paralisação, por isso, os professores que até o momento estavam em greve em nossa região possivelmente voltarão com suas atividades na segunda-feira”, adiantou a sindicalista ao Bom Dia por telefone.

Marisa, que participou da assembleia de sexta-feira em Porto Alegre, disse que a decisão da maioria se deu pelo fato de a categoria não ter aceitado a proposta do Governo. A opção por dar sequência à greve ocorreu após reunião do sindicato com a Secretaria de Educação nesta semana. Segundo notícia divulgada no site da Secretaria de Educação (Seduc), a principal exigência do documento é que o ano letivo de 2017 somente seja recuperado em março de 2018, depois que os professores tenham asseguradas as férias de 45 dias a partir de janeiro.

Wortmann ressaltou que a recuperação dos dias de greve para os alunos é uma condição sine qua non (indispensável, na tradução do latim): "O aluno está em primeiro lugar. Estamos trabalhando no sentido de que aquelas escolas que fizeram menor tempo de greve já estejam recuperando o conteúdo. Só aquelas que continuam em greve é que terão de fazer novo calendário". Ela lembrou que isso sempre foi um acordo de final de greve, e nunca uma proposta trazida à mesa pelos grevistas.

Questionada sobre a recuperação das aulas, a diretora regional do sindicato optou por não se manifestar, visto que, segundo ela, pode ser que haja um calendário diferenciado para os professores que já estão retornando as atividades.

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