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Rural

Grande procura por pêssegos

Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Rosa Liberman

O Alto Uruguai destina 81 hectares ao cultivo de pêssegos e a safra iniciou há cerca de 15 dias com as variedades precoces. São cerca de 64,4 hectares com variedades de mesa e 16,6 ha para indústria. As mais cultivadas são PS Premier, Chimarrita, Chiripá que é colhida mais tarde e a novidade PRS Rubimel.

O agrônomo da Emater Regional Luis Angelo Poletto, comenta que a safra inicia em novembro e até o momento em torno de 10% da área foi colhida. Tem o pico em dezembro e segue até a primeira quinzena de janeiro. Os municípios que se destacam com o cultivo da fruta são Erechim com 20 hectares, Floriano Peixoto com 15 ha e Barra do Rio Azul com 12 ha. A produtividade média obtida na safra passada foi de 12 toneladas por hectare e a expectativa é de obter um pouco acima nesta safra, entretanto, vai depender das condições climáticas. “Se tivermos uma chuva muito forte agora, em que a fruta está quase pronta para colher, pode provocar a queda dele, ou estragá-lo”, diz.

Com relação aos frutos, a qualidade está favorável de acordo com o agrônomo. “Está com alto teor de doçura e não teve a necessidade de muitos tratamentos fitossanitários”, explica.

Já o preço praticado, o agrônomo diz que está semelhante ao ano passado, variando entre R$ 2 e R$ 4 o quilo, dependendo se o consumidor adquirir direto com o produtor ou na feira ou ainda em mercados. “Mas conforme a safra se intensificar, a tendência é dos valores diminuírem”, diz.

A produção regional é comercializada no Alto Uruguai, mas Poletto enfatiza que há condições da área cultivada ser ampliada. “Especialmente porque há mercado para ser explorado para a fruta ser processada, ou seja, não ser comercializada somente in natura como ocorre hoje com 90% da produção, mas na forma de compotas ou geleias”, destaca.

Segundo ele, alguns municípios já apresentam interesse na expansão de área e tem promovido eventos de capacitação dos produtores.

O produtor Delmir José Dariva (56), cultiva sete hectares de pêssegos no Povoado Coan, no interior de Erechim. Ele trabalha também com outras frutas, como ameixa, maça, melão, melancia, nectarina, caqui, e ainda feijão. A área destinada ao pêssego vem se mantendo estável nos últimos anos. Ele iniciou a colheita há 15 dias e o processo segue até janeiro com outras variedades. Segundo Dariva, no ano passado obteve sete toneladas/hectare e espera obter uma produtividade superior nesta safra. Por enquanto, os frutos colhidos estão muito doces, mas o tamanho diminuiu. Já o preço que comercializa na feira do produtor está em R$ 3 o quilo. Ele disse que já baixou R$ 1 desde que iniciou a safra da fruta e tende a variar conforme ocorrer a oferta e a procura.

A produtora Adriana Cantelle possui a propriedade no interior de Barão de Cotegipe. A família cultiva diversas frutas. São 3 mil pés de pêssego, área que tem sido ampliada nos últimos dois anos. A colheita começou no dia 5 e segue até janeiro. A produtividade obtida está em torno de 20 toneladas por hectare. Ela comenta que o aumento da área cultivada ocorreu para diversificar a propriedade e para ter outras rendas. No local também são cultivados caqui, laranja, maça e ameixa, além da agroindústria. O quilo da fruta está sendo vendido na feira do produtor por R$ 3.

O motoboy Valdir de Paula esteve nesta sexta-feira (17) na feira comprando pêssegos. Ele diz gostar de consumir frutas e procura dar preferência para a fruta da época tendo em vista também, o preço. Chegou a pagar até R$ 5 o quilo neste ano, por isso se diz satisfeito com o valor que está sendo comercializado neste momento. Com relação ao sabor do fruto, comenta que está agradável, com bom teor de doçura.

 

 

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