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Erechim

Época de sensibilidade e empatia

Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Najaska Martins/Arquivo BD

Período que antecede o Natal é marcado por iniciativas solidárias que promovem o bem ao próximo

Dezembro começa trazendo consigo uma aura de solidariedade. Prova disso são as inúmeras iniciativas protagonizadas por pessoas comuns, entidades, grupos de amigos ou segmentados que, motivados pela vontade de fazer o bem ao próximo, se unem para promover um Natal feliz para pessoas até mesmo desconhecidas. Isso se dá, em geral, por meio da arrecadação de doações, rifas e pedágios solidários, adoção de cartinhas, visitas a entidades assistenciais entre outras ações. 
Mas, afinal, o que move esta vontade de fazer o bem mesmo sem olhar a quem? A psicóloga Alessandra Barbieri explica que a motivação principal é a sensibilidade das pessoas que se aflora neste período, devido também à relação que se faz entre Natal e família. "O Natal é uma época que sensibiliza mais as pessoas e, por estarem mais sensíveis, elas sentem esta vontade de fazer o bem para o outro. Isso acontece também porque costuma-se ligar a data às relações familiares e, ao pensar nas pessoas desfavorecidas, muitos se colocam no lugar e se dão conta de questões que no decorrer do ano acabam sendo esquecidas devido à correria do dia a dia", pontua.
A relação da data com a família também é apontada pelo padre Maicon Malacarne, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Erechim. "Como é uma época de encontro das famílias, de confraternização, as pessoas se sensibilizam e se organizam de alguma forma para permitir que aqueles que não podem ter acesso a essas coisas também possam, ainda que minimanente, celebrar", pontua. 
Do ponto de vista religioso, o pároco salienta ainda que a época é marcada pelo reflexo do que foi a vida de Jesus Cristo, já que esta é a data que marca seu nascimento. "Jesus em todos os momentos viveu profundamente a partilha, a solidariedade e o encontro com as pessoas, portanto, nesse período de preparação para o Natal, há essa ligação com a vida dEle, o que faz com que as pessoas reflitam sobre estes aspectos e vivam mais intensamente as questões ligadas a esta dimensão", complementa.
Em meio às iniciativas de promover o bem ao próximo, Alessandra destaca ainda o lado positivo que ações neste sentido resultam tanto para quem recebe, quanto para quem oferece. "Fazer o bem para o outro, faz bem para a gente. E vale lembrar que isso não se resume somente a presentes materiais. A boa ação se dá também por meio da conversa, da aproximação com as pessoas", cita ao elencar que, em contraposição com o ano novo, o Natal desperta de forma mais intensa os sentimentos de empatia. "Enquanto no ano novo as pessoas fazem um balanço e focam no que pretendem fazer no futuro, no Natal elas se voltam mais às questões do presente, ao olhar mais empático para o outro", finaliza.

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