Recuperação de aulas da greve devem seguir até janeiro em instituições de ensino de Erechim
As férias dos estudantes das escolas da rede pública estadual foram adiadas neste ano. A dois dias do término de 2017, cenas de estudantes com mochilas nos horários de entrada e saída das aulas ainda são comuns nos locais próximos às instituições de ensino de Erechim. Esta rotina deve seguir até, pelo menos, o fim de janeiro em alguns colégios.
O motivo é a recuperação das aulas que foram suspensas entre setembro e outubro deste ano em razão da greve do magistério estadual, iniciada pelo Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers). Além da suspensão de atividades, algumas escolas realizaram aulas em períodos concentrados, sendo necessária também a reposição para o cumprimento dos 200 dias letivos, 800 horas de aula para o ensino fundamental e mil horas para o ensino médio.
Na Escola Érico Veríssimo - uma das únicas que suspendeu as atividades integralmente durante a greve - a previsão de término do ano letivo é o dia 13 de janeiro para as turmas do diurno e 31 de janeiro para as turmas do noturno. As turmas do diurno terminarão antes porque estão sendo realizadas aulas aos sábados pela manhã e tarde.
Conforme explica a vice-diretora da instituição, Consuelo Ana Paludo Dal Vesco, o calendário de recuperação foi homologado pela 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). “As aulas estão sendo recuperadas, pois estamos cumprindo o que prometemos, enquanto o governo do Estado segue sem cumprir com o que prometeu”, pontuou.
Na Escola Haidée Tedesco Reali, segundo a diretora Maribel Haas de Toledo, as aulas de recuperação também seguem sendo realizadas normalmente. Os calendários são diferenciados nos turnos de manhã, tarde e noite, sendo que o término do diurno está previsto para o dia 12 de janeiro, enquanto as turmas do noturno encerrarão as atividades no dia 25 de janeiro.
A diretora chama atenção para a boa frequência dos estudantes. “Felizmente não estamos registrando muitas ausências e há um diálogo constante entre professores, direção, alunos e seus familiares. Algumas famílias que estavam com viagens marcadas têm procurado a escola no intuito de ver a possibilidade de os filhos faltarem alguns dias e tudo isso vem sendo feito de modo que ninguém saia prejudicado. Este é um ano atípico, mas o comprometimento com a recuperação das aulas está em primeiro lugar nesse momento”, esclareceu.
A coordenadora pedagógica da 15ª CRE, Paola Baldissera, lembra que todos os calendários de recuperação passaram por análise na coordenadoria, tendo sido homologados. “Temos acompanhado como está sendo feita esta reposição e pretendemos reforçar esse acompanhamento a partir de janeiro, pois as escolas que ficaram menos tempo em greve ou que só realizaram aulas em períodos concentrados já vêm encerrando seus anos letivos no decorrer deste mês ainda. Desta forma restarão poucas escolas e o trabalho de acompanhamento será mais intenso”, pontuou.