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Erechim

Ministério do Trabalho suspende atendimento

Por Antonio Grzybowski
Foto Antonio Grzybowski

A agência do Ministério do Trabalho de Erechim está sem atendimento até o dia 2 de fevereiro. A informação foi repassada pelo chefe da unidade, Moacir José Bertolazzi, que na tarde da última sexta-feira (12) interrompeu o período de férias para fixar um aviso na porta do prédio localizado na Rua Marechal Deodoro, 71, onde diariamente são atendidas mais de 50 pessoas em um espaço de 165 metros quadrados. A medida foi tomada após o dono do imóvel constatar a presença de inúmeras pessoas que diariamente buscavam o serviço, mas encontravam a porta fechada. Durante o mês de janeiro estão suspensos os serviços de confecção de carteira de trabalho, análise dos recursos do seguro desemprego, recebimento de processos burocráticos para emissão de registros técnicos e de relatórios internos. A fiscalização permanece ativa por meio de equipes de Passo Fundo.
Bertolazzi é chefe e único servidor  do posto desde 2015. A última colega pediu transferência há mais de dois anos e ninguém aceitou ser transferido para a região do Alto Uruguai. Ao longo do tempo toda equipe de Erechim, formada por nove pessoas, foi indo embora e ninguém foi nomeado para os cargos. Neste período uma estagiária também ajudou na confecção das carteiras de trabalho, mas em 2018 a vaga não foi preenchida.
Durante o período em que os serviços estão suspensos os trabalhadores que precisam da carteira de trabalho devem procurar a agência do Sistema Nacional de Emprego. Para quem precisa apresentar recurso para liberar Seguro Desemprego a orientação é procurar a agência do Ministério do Trabalho de Passo Fundo, que tem servidores, mas está sem gerente. A homologação das rescisões dos contratados de trabalho deixaram ser realizadas em Erechim desde a entrada da nova legislação trabalhista. A lei faculta o serviço diretamente nas empresas ou nos sindicatos.
Situação pode se agravar
A situação é complicada e pode se agravar. Moacir Bertolazzi explica que em 2019 deverá requer a aposentadoria por tempo de serviço. "Se nenhuma providência for tomada esta agência do Ministério do Trabalho deverá ser fechada", acredita. 
A suspensão temporária dos serviços ou fechamento da unidade deverá afetar mais os trabalhadores do que os empresários. O presidente do Sindilojas do Alto Uruguai Gaúcho e vice-presidente estadual do Sistema Fecomércio, desconhecia o assunto, mas lamentou a situação. Francisco Franceschi, explicou que a classe patronal tem o amparo, em Porto Alegre, do sistema lojista para todas as questões burocráticas e afirmou que a carência dos serviços públicos federais por falta de estrutura humana é um retrocesso para o desenvolvimento de Erechim e região.
A presidente do Sindicomerciários, Débora Martins Pinto, acredita que o trabalhador não sindicalizado será o mais afetado. Além dos transtornos relacionados com o Seguro Desemprego, homens e mulheres deixam de ter acesso local aos serviços de orientação nas questões trabalhistas.
Carteiras no Sine
O coordenador regional da Fundação Gaúcha do Trabalho, vinculada à Secretaria Estadual do Trabalho e Ação Social, Gabriel Jevinski, diz que a agência do Sine está com atendimento normal para confecção das carteiras de trabalho. "O movimento aumentou, mas temos condições de atender a todos", destaca. Jevinski orienta os trabalhadores para que otimizem o tempo de espera agendando o serviço no seguinte endereço eletrônico: www.fgtas.rs.gov.br. "A tendência é de aumento na procura pelo serviço. Em 2017 emitimos 2.235 carteiras de trabalho. Nestes primeiros dias de janeiro já foram confeccionados 179 novos documentos, informou o coordenador.
Procurado pela reportagem do Bom Dia, o delegado regional do Trabalho, em Porto Alegre, Cristian Carvalho Liberatto, preferiu se manifestar por meio de nota da assessoria de imprensa. Ele reconheceu a veracidade das informações e disse que "neste período, como acontece todos os anos, a agência de Erechim fica fechada". Sobre a desativação do serviço, afirmou que não há previsão de fechar", mesmo pagando aluguel e com serviços deficitários.

 

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