Processo seletivo já contabilizava mais de 1,5 mil candidatos inscritos até a tarde de ontem (15)
Esta terça-feira (16) é o último dia de inscrições no vestibular para Medicina na URI Erechim, que até a tarde de ontem (15) já contabilizava 1,5 mil candidatos inscritos. A prova será realizada no próximo domingo (21), às 14h e consiste em uma redação a ser realizada na universidade.
Conforme a assessoria de comunicação da universidade, os candidatos inscritos até agora são oriundos dos mais diferentes estados do país, principalmente do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Os municípios com maior número de inscritos são Erechim, Passo Fundo, Chapecó, Porto Alegre, Caxias do Sul, Concórdia, Santa Maria, Frederico Westphalen, Marau e Sananduva. Muitos candidatos de cidades de outros estados já garantiram a sua presença no concurso. Entre elas, estão Curitiba, Cascavel, Florianópolis, Blumenau, São Paulo, Teresina (PI), Viçosa (MG), Nerópolis (GO), e Jauru e Sorriso (MT). Além disso, praticamente todos os municípios da região norte do estado e do oeste catarinense têm candidatos inscritos no concurso.
A universidade adianta ainda que aproximadamente 70 pessoas ligadas à instituição estarão envolvidas no concurso que vai ser realizado nas salas de aula dos prédios 8 e 10. Os candidatos irão concorrer às 55 vagas, sendo que cinco vagas são reservadas para Bolsas Prouni e 5 para o FIES. A seleção será através da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e uma prova de redação a ser realizada na própria Universidade.
A comissão organizadora do concurso alerta que os candidatos leiam com atenção ao que diz o edital do vestibular, pois para ingresso na sala o candidato deve observar alguns aspectos: portar apenas documento de identificação, comprovante do pagamento da taxa de inscrição e caneta esferográfica transparente de tinta azul ou preta. Recipientes com água serão permitidos desde que sejam transparentes e sem rótulos. Além disso, a Comissão alerta, também, que o candidato não deverá portar bolsa, sacola, botton, broche, boné, chapéu e similares, óculos de sol ou qualquer acessório na cabeça.
Ansiedade pela prova e desejo por uma vaga
A poucos dias da realização no vestibular, a ansiedade pela prova aumenta entre os candidatos que almejam uma vaga no curso. A jovem Paola Wozniak Ceni, de 19 anos, por exemplo, já tem experiência na realização de vestibulares para Medicina e estima um bom desempenho na URI. “Como a prova é constituída por uma redação, minha preparação consiste na leitura de assuntos com grande possibilidade de serem abordados seguida da escrita visando, desse modo, uma simulação do dia do vestibular. Esse treino tem se dado ao longo de todo ano de 2017, com ajuda de professores do cursinho pré-vestibular do qual faço parte”, conta a jovem, que já conseguiu uma aprovação na graduação pela Unochapecó.
Formada na Escola de Educação Básica da URI, Paola projeta cursar a faculdade que sonha desde os 13 anos na mesma instituição. “Seria um privilégio dar continuidade no mesmo local. Acredito que a realização da graduação em minha cidade natal facilitaria em muito minha rotina, uma vez que não seria necessário o deslocamento para uma cidade desconhecida. Outrossim, a presença física da minha família, principalmente com seu apoio emocional, auxiliaria em muito nessa fase da minha vida”, destaca, ao salientar que o desejo de ajudar quem mais precisa sempre esteve presente em sua vida. “Com a atual situação da saúde pública nacional, esse desejo ganha mais força. ‘(...) ser médico é a melhor maneira que existe para se estar perto das pessoas, ajudá-las, trazer conforto em momentos difíceis e torná-las mais felizes’”, resume a jovem parafraseando o médico Fernando Valério.
Já a estudante Pamela Claro da Rosa Meurer, de 17 anos, vê na possibilidade de conseguir uma bolsa, a chance de realizar seu sonho. “A expectativa é sempre alta, mesmo sendo um curso concorrido porque é um sonho. Eu me preparo desde o começo do ano passado com cursinhos online e, quando tinha, dúvidas, recorria ao auxílio de professores. Vou cursar apenas se conseguir bolsa pela universidade ou pelo ProUni”, afirma, ao citar que vem treinando para a prova por meio do aprendizado de métodos para melhorar seus textos.
Sobre a possiblidade de cursar a graduação que sempre sonhou em sua cidade natal, Pamela cita as facilidades permitidas pela proximidade. “É ótimo, pois o deslocamento de casa até a universidade será menos demorado. Além disso, não precisaria mudar de cidade para cursar”. Quanto à escolha da graduação para sua formação profissional, a adolescente destaca o desejo de ajudar pessoas. “É um curso apaixonante. A área da saúde me encanta, pois poder ajudar as pessoas e cuidar delas é e uns dos fatos que me faz querer a Medicina. Dizem não é você que escolhe a Medicina, mas ela que te escolhe, então, depois que se decide por este curso, é muito difícil desistir”, finaliza.