O ano letivo de 2017 está na reta final nas escolas que aderiram à greve do magistério no ano passado. A previsão é que até o fim de janeiro sejam encerradas as atividades de recuperação em todas as instituições de ensino da rede estadual na área de abrangência da 15ª Coordenadoria Regional de Educação. Atualmente seguem em aulas os estudantes do ensino médio noturno em quatro escolas de Erechim e uma de Barão de Cotegipe. Os alunos das outras etapas já estão de férias, visto que parte da recuperação pôde acontecer aos sábados.
Na Escola Haidée Tedesco Reali, por exemplo, a previsão de término do ano letivo é a próxima segunda-feira (29). Conforme a diretora da instituição, Maribel Haas de Toledo, a instituição vive um período atípico, visto que rotineiramente, esta época seria de ajustes internos. “Em função do movimento grevista e da nossa responsabilidade com a comunidade, atualmente estamos em uma dinâmica muito diferente da que normalmente temos neste período, quando em geral estaríamos trabalhando com planejamento e reajustes internos da escola. De qualquer forma, fizemos todas as recuperações do diurno e encerramos as atividades no dia 12 de janeira. Agora estamos na reta final das aulas do ensino médio noturno, cujos boletins devem ser entregues a partir do dia 29”, explicou a professora, salientando que no momento seguem em aulas principalmente alunos que ainda têm pendências de notas.
Situação semelhante ocorre na Escola Estadual Érico Veríssimo, que projeta encerrar o ano letivo de 2017 no dia 31 de janeiro. As aulas das turmas do diurno, porém, já completaram a recuperação dos dias de greve no dia 17. Conforme explica a vice-diretora, Consuelo Paludo Dal Vesco, no momento já estão sendo trabalhadas as provas finais. Segundo ela, após serem concluídas as atividades, os professores devem entrar em férias, sendo que o início das atividades referentes a 2018 deve ser no dia 6 de março.
15ª CRE fiscalizou recuperação
Com as férias adiadas em parte das escolas estaduais da região, a fiscalização sobre a recuperação ficou por conta da 15ª CRE. Segundo o setor pedagógico do órgão, este acompanhamento se deu por meio de visitas às instituições e conversas com a comunidade escolar.
Ainda conforme a coordenadoria, não há uma decisão definitiva na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) quanto às férias dos professores nas escolas grevistas. Entretanto, o órgão destaca que está resguardado o direito de férias dos professores e funcionários e que estas serão definidas de acordo com as especificidades de cada escola e de cada situação.
Já em relação ao início das atividades de 2018 nas escolas onde ocorreu a greve, a coordenadoria apenas confirma que será em datas diferentes das instituições onde não houve paralisação. A Seduc determina que o início do ano letivo de 2018 deve ocorrer a partir do dia 18 de fevereiro, sendo que cada escola se organiza de modo que cumpra o calendário escolar necessário, em geral acompanhando o calendário da rede municipal, em razão do transporte escolar. No caso das instituições onde houve greve, este início está previsto para o começo de março.