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Rural

Tempo seco favorece milho e soja na região

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Por Karine Heller
Foto Antonio Grzybowski

A previsão do tempo, com calor e tempo seco para essa semana, traz benefícios para as culturas de soja e milho na região do Alto Uruguai gaúcho. De acordo com o engenheiro agrônomo, Vilmar Fruscalso, assistente técnico da Emater regional, agora, a baixa umidade aliada ao calor, faz muito bem tanto para a soja, para o bom desenvolvimento do estado vegetativo das plantas, floração e formação das vagens de grãos, quanto para o milho, que entra na fase de pré-colheita.

“Depois de um período de chuva, a previsão de sol e calor para a soja esta semana é extremamente satisfatória. Com essa apresentação do clima, certamente teremos uma colheita bem melhor que a do ano passado, onde projetamos safra cheia para este ano”, disse o engenheiro.

Prevenção das doenças

Além de ser favorável para o período da cultura da soja, a época de tempo seco também propicia a aplicação de fungicidas na lavoura, para prevenir a ferrugem na planta, que ataca as folhas e prejudica a formação do grão. “A soja pode receber até cinco tratamentos para evitar a ferrugem na cultura. E esta semana será propícia para que os agricultores possam fazer a devida aplicação dos tratamentos químicos”, explicou Vilmar.

Em relação a lagarta, o engenheiro agrônomo declarou que somente se houvesse uma estiagem de cerca de 30 dias, poderia haver uma preocupação com a praga. “A umidade favorece o surgimento de fungos que evitam de uma forma natural a proliferação da lagarta. Acreditamos que para este ano não teremos essa problemática nas lavouras de soja”, afirmou o técnico da Emater.

Culturas de verão

O clima favorável - até agora - e o bom desenvolvimento das culturas de verão, confirmam as projeções do Brasil se consolidar como a segunda maior safra de grãos da história. O otimismo nas lavouras já influencia nos preços para contratos futuros de grãos. Em Erechim a terça-feira (30) iniciou com a saca da soja sendo comercializada a R$ 63, mesmo preço praticado na semana passada.

A cultura da soja registrou aumento de 4% na região do Alto Uruguai. No total estão sendo cultivados mais de 243,4 mil hectares. A previsão é que a partir de março sejam colhidos 14, 6 milhões sacas e injetado aproximadamente R$ 1 bilhão na economia regional. A média prevista da Emater é de 3,1 mil quilos por hectare.

Milho

Os números também são otimistas nos 49,9 mil hectares de milho plantados na região. O milho, que deve começar a ser colhido nas próximas semanas, já está com mais de 90% das lavouras na fase de enchimento de grãos e apresentando bom índice de produtividade, graças ao excelente nível de irrigação proporcionado pelas chuvas de janeiro.

A realidade é um pouco diferente para quem apostou na safra antecipada, que registrou perdas de até 15% nas lavouras de milho. A estiagem registrada entre os últimos dias de novembro e parte de dezembro, afetou a fase de floração e o consequente desenvolvimento natural das plantas e grãos.

Mesmo que tudo dê certo para os produtores de milho já é possível projetar que a região terá que importar milho do Centro-Oeste do Brasil, mais precisamente dos estados do Moto Grosso e Goiás. Além das possíveis quebras, o Alto Uruguai reduziu a área plantada e a região deverá ter, pelo menos, dois milhões de sacas a menos na próxima colheita. 

O milho é o principal insumo utilizado na alimentação de animais nos setores de suinocultura, avicultura e bacia leiteira. A concorrência da soja e os preços pouco atrativos, influenciaram na decisão dos produtores rurais. Na manhã de ontem a saca do produto estava cotada em R$ 30 em Erechim.

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