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Rural

Calor e tempo seco favorecem doçura da uva

Por Karine Heller
Foto Karine Heller

O consumidor já tem percebido a boa qualidade e a doçura que a uva de Erechim tem apresentado nessa safra de 2018. Porém, os grãos mais doces neste ano têm uma explicação técnica e estão diretamente relacionados ao clima quente e seco que se intensificou nesses últimos dias.

Segundo o chefe do escritório municipal da Emater de Erechim, Walmor Gasparin, a boa expectativa dessa safra tem deixado produtores e consumidores muito satisfeitos. "A safra da uva desse ano está muito boa. Além disso, essas condições climáticas interferem diretamente na doçura do grão. Apesar de termos registrado alguns dias chuvosos, essa baixa umidade e o tempo seco dessa semana tem interferido no sabor da uva, e favorecido a qualidade e a sanidade da fruta", explicou.

Menos chuva, mais açúcar

Conforme Walmor, com o calor e a pouca umidade, maior será a taxa de açúcar nos grãos da fruta. "O tempo tem sido favorável para a cultura da uva. Com dias ensolarados e baixo índice de chuva, a uva tem ficado mais doce e saborosa", pontuou.

De acordo com Walmor, o calor nessa época deixa a fruta mais resistente e doce. O chefe do escritório municipal da Emater reforçou que o excesso de umidade deixa a uva mais sensível, favorecendo dessa forma o aparecimento de fungos, abertura e apodrecimento dos grãos.

“Estamos com uma excelente produção. Os cachos estão fechados e o que já choveu foi mais do que suficiente para a cultura da uva. Para esta safra não precisamos mais de chuva e esperamos que o tempo se mantenha firme para a garantia de boa colheita”, declarou.

"Nossa expectativa é que as condições climáticas sigam favoráveis, com dias quentes e secos, sem quantidades excessivas de chuva. Assim teremos uvas com boa qualidade e cada vez mais doces", afirmou.

Colheita

Erechim destina cerca de 70 hectares ao cultivo da uva, sendo um dos principais municípios do Alto Uruguai a cultivar a fruta. A expectativa, segundo a Emater, é de 15 a 20 toneladas por hectare. “Já temos mais de 50% da uva colhida na maioria das propriedades que cultivam variedades como a uva de mesa, Isabel e Niágara. Outras variedades, como a Bordô, Francesa, Rubi e Itália estão no início do ciclo da colheita, que deve se estender até o final da primeira quinzena de fevereiro”, explicou Walmor.

Uva doce e de qualidade

Um dos maiores produtores de uva de Erechim, Marino Slongo, com registro de cultivo de mais de 22 variedades da fruta, projeta uma colheita de cerca de 18 toneladas por hectare. “Temos 10 hectares de parreiras e esse cálculo pode variar um pouco, mas acredito que manteremos essa média de 18 a 20 toneladas por hectare, sendo que a colheita está em fase inicial, com cerca de 2% da uva colhida das vinhas”, destacou o produtor.

Slongo declarou que da sua produção, parte é comercializada in natura e o restante utilizado para a agroindústria de sucos e vinhos. Em relação ao calor e tempo seco, Marino Slongo destacou o favorecimento para a fruta. “Realmente o calor tem deixado a fruta bem mais doce. Os cachos estão com uma qualidade realmente satisfatória. E esse grau de qualidade, bem mais elevado que no ano anterior, tem deixado os produtores a contento com as suas vinhas e os consumidores muito felizes com o sabor intensificado e adoçado da fruta. A uva certamente está agradando muito o paladar dos consumidores”, afirmou Slongo.

 

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