Publicidade

Segurança

Morte de segurança será julgada hoje

juiz.jpg
Por Da redação
Foto Kaliandra Alves Dias

Nesta quinta-feira (1) será realizada a primeira sessão do ano do Tribunal de Júri da Comarca de Erechim. O julgamento que inicia às 13h30, terá no banco dos réus Daniel Juba (38), acusado pela morte de Alexandre Pedrotti e será presidida pelo juiz Marcos Luis Agostini. O crime ocorreu no dia 23 de agosto de 2015, em Barão de Cotegipe. De acordo com a  denúncia do Ministério Público, baseada no inquérito da Polícia Civil,  Juba, por volta das 02h20, na RSC 480, no estabelecimento denominado "Casa de Pedra", matou a vítima que trabalhava como segurança no local onde era realizado um baile. 

A prisão de Daniel Juba foi decretada pela Justiça no dia 25 de agosto do mesmo ano. O acusado ficou foragido até junho de 2016, quando finalmente foi preso por soldados da Brigada Militar. A localização de Juba, só foi possível através de um trabalho conjunto com policiais da Delegacia Especializada de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) de Erechim. Após receberem informações sobre o foragido, os militares repassaram para os policiais da Delegacia de Polícia de Barão de Cotegipe, que solicitaram o apoio dos policiais militares para efetuarem a prisão do acusado. Juba foi preso em Erechim, no momento que conduzia um veículo, acompanhado por um amigo. Desde então, Daniel Juba está recolhido ao Presídio Estadual.

Além de ser acusado pelo assassinato de Alexandre Pedrotti, o réu também foi denunciado pela tentativa de homicídio contra Carlos Alberto Ferraz de Oliveira Vicenzi. Na noite do fato, Carlos estava próximo de Alexandre no em que os tiros foram efetuados. Em seu primeiro depoimento, Daniel Juba negou ter atirado contra Carlos Alberto, porém, confirmou ter efetuado vários disparos contra Alexandre Pedrotti. O réu também afirmou que portava uma arma de fogo dentro do veículo, e que não teve a intenção de matar a vítima. 

Na sentença de pronúncia de 2017, o juiz descreveu as qualificadoras descritas na primeira denúncia. "Em relação a qualificadora do motivo fútil, parte da prova oral coligida ao feito demonstra que os motivos dos disparos que atingiram a vítima foram decorrentes de desentendimentos ocorridos no estacionamento do local conhecido como "Casa de Pedra". Teoricamente, desavenças, podem ser consideradas uma motivação mesquinha, altamente desproporcional para a prática de um homicídio, de tal maneira que a narrativa da denúncia, ao imputar o motivo fútil, é juridicamente viável".

O júri será realizado no Fórum de Erechim e terá como advogado de defesa, Nelson Martins Magalhães; e pela acusação vai atuar a promotora Stela Bordin. 

Sessões de fevereiro

8/02 - 13h30

15/02 - 13h30

22/02 - 13h30

Publicidade

Blog dos Colunistas