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Ensino

Colégio JB passa por revitalização

Obras na escola foram viabilizadas por meio de projeto para utilização de verbas pecuniárias do Judiciário

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Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Najaska Martins

Obras na escola foram viabilizadas por meio de projeto para utilização de verbas pecuniárias do Judiciário 

 

O vazio e o silêncio nos corredores devido às férias dos estudantes contrastam com a barulho e a movimentação dos trabalhadores do lado de fora. Assim têm sido os dias em uma das maiores e mais antigas escolas de Erechim, o Colégio Estadual José Bonifácio – JB – de Erechim. A instituição atualmente passa por obras de revitalização em sua entrada principal. No local, além de nivelamento do pátio, foram adaptadas questões de acessibilidade, como rampa para cadeirantes. Serão plantadas novas árvores junto as que já

A previsão é de que as obras estejam concluídas até o dia 5 de março, para que os estudantes iniciem o ano letivo na instituição já contando com as novidades. A reforma visa também oferecer mais espaço de convivência para os alunos no pátio da instituição, já que hoje, segundo a direção, a quadra de esportes é uma das poucas opções. “Esse é só o início de um grande projeto que pretendemos implantar, pois começamos revitalizando a frente da escola e, futuramente, nosso objetivo é fazer o nivelamento também do pátio lateral, voltado à rua Valentim Zambonatto”, projeta a diretora da escola, Susiê Moreira.

A obra toda está orçada em R$ 30 mil, sendo que a maior parte dos recursos – R$ 20 mil – foi viabilizada por meio de projeto enviado ao Judiciário, através das verbas pecuniárias, obtidas através da aplicação de penas alternativas. “Por sermos uma das maiores e mais antigas escola de Erechim, não tínhamos uma entrada condizente com nossa história, já que completaremos em 2018 nossos 97 anos. Foi então que descobrimos essa possibilidade de conseguirmos verbas por meio do Judiciário, já que há recursos oriundos das penas pecuniárias os quais podem ser utilizados para projetos apresentados por entidades. Essa foi uma alternativa, visto que temos grande dificuldade de conseguirmos esses valores do poder público, já que este tipo de obra não se encaixa nas prioridades”, explicou a diretora.

A elaboração do projeto de revitalização foi custeada pelo Círculo de Pais e Mestres (CPM) da escola e, em seguida, ele foi apresentado ao Judiciário por meio do projeto na metade de 2017. “A maior parte do valor conseguimos por meio das verbas pecuniárias. Porém, até o início das obras tivemos alguns reajustes de valores, que foram complementados com verbas do CPM e de parceiros, além de recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do governo federal”, explicou.

No projeto apresentado ao Judiciário, entre os argumentos utilizados pela direção, está também o fato de a escola contar com várias seções eleitorais. “Além do bem-estar dos nossos alunos que passarão a contar com um espaço maior para as atividades pedagógicas e de convivência, argumentamos que por termos várias seções eleitorais, a acessibilidade também era importantíssima, pois muitos eleitores idosos e cadeirantes encontravam dificuldades de acessar a escola quando vinham exercer o direito do voto”, pontuou.

Impacto da obra

Em estágio bastante avançado, a obra deve ser concluída até o início das aulas. “Acredito que nossos estudantes ficarão muito felizes com as novidades, até porque elas beneficiarão não apenas no sentido de ser mais um espaço de lazer, mas porque passamos a contar com uma opção a mais para as atividades pedagógicas dos alunos e professores”, pontua ao ressaltar a falta de pátio externo da escola. “Até então nossa única opção era a quadra interna, mas que não podia ser utilizada quando alguma turma estivesse em aula de educação física, por exemplo. Além disso, as crianças do currículo não tinham espaço para aguardar o transporte escolar, somente a calçada. Com a obra agora eles poderão ficar em um local agradável, seguro e confortável”, salientou.

Sobre o plano de expandir a revitalização para a lateral da escola, Susiê ressalta a expectativa por tornar o pátio da instituição mais atrativo e confortável aos estudantes, porém, afirma a dificuldade na busca por recursos. “A comunidade como um todo não se vê motivada a investir na escola por ela ser estadual e por entenderem que esta é uma tarefa do governo. Isso nos dificulta na busca por verbas junto à sociedade civil. Por outro lado, o governo foca suas ações em obras emergenciais, ou seja, um projeto de revitalização não se encaixa. Então precisamos buscar alternativas. Essas obras são só o começo de algo muito maior, pois seguiremos em busca de maneiras que nos permitam seguir fazendo as melhorias”, completa.

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