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Ensino

Escolas estaduais debatem base curricular

Documento será implantado em 2019 em todo o país

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Por Amanda Mendes - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Amanda Mendes

Documento será implantado em 2019 em todo o país 

A manhã de quinta-feira (15) foi dedicada ao debate da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em todas as escolas estaduais do Rio Grande do Sul. O documento irá nortear as diretrizes de conteúdos da educação básica, e será implementado no próximo ano. A BNCC do ensino fundamental foi homologada em dezembro de 2017, mas o documento referente ao ensino médio, ainda está em tramitação.

Em virtude das reuniões, todos os estudantes foram liberados das aulas no turno da manhã, para que os professores pudessem intensificar o debate acerca da BNCC. O “Dia D”, como ficou denominada a iniciativa, mobilizou aproximadamente 60 mil professores no Estado, conforme a Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

Para fundamentar as discussões a 15° Coordenadoria Regional de Educação (CRE) disponibilizou materiais pedagógicos, com roteiro de estudos, e vídeos informativos. Assim, as escolas guiaram as atividades com estes recursos.

Para a coordenadora pedagógica da 15° CRE, Katia Rossi, esses momentos são importantes para que os professores possam se apropriar cada vez mais do documento que vai orientar suas práticas pedagógicas.

Mas a professora ressalta, “a discussão não termina agora”, outras atividades já estão sendo planejadas, tendo em vista que os professores identificaram a necessidade de continuar o debate. Desta forma, a Jornada Pedagógica Estadual, que ocorrerá em julho também deve abordar está temática, bem como, as reuniões e formações pedagógicas previstas no calendário letivo.

Escolas de Erechim

No Colegio Estadual Haidée Tedesco Reali, a formação também contou com a participação dos funcionários da escola. A diretora da instituição, Maribel Haas de Toledo, relata que em função do encaminhamento da Seduc, este momento restringiu aos profissionais da educação. No entanto, para a educadora, é imprescindível ampliar o debate com toda a comunidade escolar.

A avaliação na Escola Estadual Érico Veríssimo é bem positiva, em que os professores puderam se dedicar aos estudos da nova lei. Porém, a vice-diretora, Sintiagly Batistel, chama atenção que para cumprir os objetivos previstos, não somente a escola deve estar envolvida.

“A gente se depara que na realidade tem outras barreiras, que dificultam para colocar os objetivos em prática. As competências são para formar um cidadão crítico, mas ao mesmo tempo é muito jogado para a escola, porque o aluno precisa de um apoio pedagógico completo, com psicólogas, por exemplo” destaca a professora.

 

“De novo nós estamos mudando um documento, que dá impressão que precisa ser mudado, porque o professor não está fazendo sua parte. O que nos preocupar é que deveria ter sido aprovado no Plano Nacional de Educação, em 2016, o Programa Custo Aluno-Qualidade Inicial (Caqi), que é justamente os investimentos que devem ir pra educação, seja na formação de professores, na valorização profissional, nos insumos que uma escola precisa ter, por exemplo, os laboratórios de ciências, informática. Os investimentos deveriam mudar também”, argumenta o coordenador do Colégio Haidée Alderi Oldra.

 

 

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