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Rural

Principal dificuldade é abrir novos mercados

A necessidade do momento é poder escoar seus produtos para fora de Erechim e crescer, afirma Natan

Natan Gewinski
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A agroindústria de embutidos Gewinski, localizada na Linha São João Giaretta, tem todo seu processo produtivo estruturado na família. A empresa foi iniciada pelo pai de Natan Gewinski, que hoje também atua na produção de alimentos familiar.

Conforme Natan Gewinski, no total, quatro pessoas da família são responsáveis pela produção dos embutidos, sendo os principais, copa, salame e morcilha. Praticamente, tudo que é produzido é comercializado em feiras na cidade.

Natan observa que 40% da carne utilizada vem de produção própria dos suínos, e os outros 60%, eles compram de outros criadores. “São parceiros que produzem só pra nós”, explica. Hoje, a agroindústria processa em média 15 suínos por semana. Apesar das dificuldades, comenta Natan, não trocaria o negócio familiar para vir trabalhar na cidade.

Uma das dúvidas de Natan diz respeito à fiscalização, que segundo ele, tem que existir e é muito importante para produção de alimentos. No entanto, pela cobrança que existe hoje já poderia se adequar ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), permitindo vender seus produtos em todo o estado. Mas não é assim que acontece.

Segundo Natan, essa é uma das principais dificuldades da agroindústria familiar, buscar novos espaços para tentar melhorar as vendas, já que “o mercado de Erechim está sobrecarregado, são muitas agroindústrias”.  

A agroindústria Gewinski tem 12 anos de mercado, destaca Natan, no momento, a sua principal necessidade é poder escoar seus produtos para fora de Erechim e crescer. “Porque ficar sempre na mesma não é viável. Consegue se manter, pagar continhas mensais, mas não tem como evoluir. E, aí, prejudica”, observa.

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