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Erechim

Banda Marcial Professor Mantovani ocupa o espaço Tribuna Livre na Câmara

Banda foi representada pelo presidente Maurício Smaniotto e pelo regente Adelar Millitz
Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

Uma das mais tradicionais instituições culturais de Erechim marcou presença na Câmara Municipal de Vereadores na última segunda-feira (6), momentos antes da 24ª sessão ordinária do ano. A Banda Marcial Professor Mantovani, representada pelo presidente Maurício Smaniotto e pelo regente Adelar Millitz, ocupou o espaço Tribuna Livre, destinado à comunidade. Ambos destacaram o importante papel desempenhado pela banda ao logo de 57 anos não só enquanto formadora de músicos, mas de cidadãos.

“A Banda Marcial Professor Mantovani sempre remete a boas lembranças para toda a comunidade erechinense. Me sinto privilegiado de poder ocupar a tribuna para falar sobre ela. Fico contente em perceber que muita coisa boa que aconteceu na cidade teve a presença da banda”, afirma Smaniotto, que lamenta, no entanto, as dificuldades financeiras enfrentadas atualmente. “Vínhamos em uma ótima crescente, mas estagnamos. Temos muito potencial, mas estamos operando no limite, não temos estrutura para adequada para fazer mais”, explica. Segundo o presidente da instituição, os gastos operacionais giram em torno de R$ 24 mil anuais com instrumentos e instrutores.

Como forma de suprir estas deficiências, Smaniotto sugere que a banda desenvolva projetos de captação de verba como leis de incentivo à cultura – e com certa urgência, uma vez que a instituição tem entre suas marcas o trabalho com crianças e adolescentes em situação precária e depende da continuidade de suas atividades para que isso continue gerando resultados. “A banda marcial tem um trabalho muito importante. Muitos jovens que chegam até nós vêm de situações difíceis, precisando até mesmo de apoio psicológico. É um trabalho que só vai dar certo se conseguirmos dar a estrutura necessária a eles”, reforça.

De família de músicos, Adelar Millitz considera fundamental que a banda se mantenha atuante e participativa na comunidade, já que leva ensino e música de qualidade à população sem qualquer fim lucrativo. “Antes de morar em Erechim já ouvia falar da banda, e toda a vez que andamos pela rua, encontramos alguém que fez parte da banda. Estamos há três anos fazendo uma reestruturação, tentando atender da melhor forma a esta instituição cinquentenária, mantendo viva essa tradição de bandas, que retiram tantas crianças das ruas anualmente”, enfatiza o regente.

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