Conhecidas por serem locais de crescimento, lazer e aprendizado, as bibliotecas escolares estão presentes em todas as instituições de ensino da rede básica de Erechim e região. Este dado contrapõe o cenário nacional apontado no Censo Escolar de 2016, que revela que menos de metade das escolas dos anos iniciais do ensino fundamental contam com estes espaços. O percentual melhora nos anos finais do ensino fundamental (73,8%) e no ensino médio (88,3%).
Este contexto motivou a apresentação de um projeto que tramita no Senado Federal e que determina que toda nova escola pública de educação básica que venha a ser construída no país tenha uma biblioteca. A proposta, como destaca notícia da Agência Senado, torna obrigatório no projeto básico de construção de estabelecimentos de educação básica a “identificação na planta baixa e dotação orçamentária específica para a construção de biblioteca escolar”.
Cenário positivo na região
De acordo com a 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), há bibliotecas escolares em todas as 110 escolas estaduais da região da abrangência do órgão, que engloba 41 municípios. O acesso dos alunos a estes espaços se dá tanto de maneira espontânea, quanto em atividades promovidas pelos professores como hora do conto, da leitura, ou mesmo para estudos e pesquisas.
Segundo a assessora da coordenadoria, Clairê Bresolin, nestes locais são ofertadas obras de literatura e vários outros títulos de conhecimento geral e de interesse dos alunos que, além de subsidiá-los como fonte de pesquisa, servem como auxílio na sala de aula. Questionada sobre a importância destes espaços nas instituições, ela os resume como locais de possibilidade de crescimento. “Além de ser um estímulo para os alunos, auxiliando na produção textual, pois quanto mais se lê mais conhecimento adquirimos. Um bom leitor conhece o mundo sem mesmo sair de casa”, pontua.
Nas escolas públicas municipais, o cenário também é positivo na região. Em Erechim – cidade referência do Alto Uruguai - o Sistema Municipal de Erechim conta com 16 escolas e todas possuem biblioteca. O acesso dos estudantes a estes espaços se dá de maneira livre ou é dirigido pelo professor ou responsável por estes espaços, que contam com obras de diversos estilos, entre eles literatura infantil e infanto-juvenil, pedagógico, didático, revistas, gibis, entre outros. Em alguns municípios, inclusive, as bibliotecas escolares presentes nas instituições mantidas pela rede municipal também estão abertas à comunidade externa.
Revitalização de bibliotecas
A fim de tornar as bibliotecas escolares ainda mais atrativas aos estudantes, nos últimos anos a 15ª CRE realiza um projeto de revitalização destes espaços, que consiste não somente na organização das obras, mas também na implantação de um sistema digital para pesquisas, retiradas e devoluções dos livros. A iniciativa já atendeu quase 80% das bibliotecas e, conforme destaca Clairê, que é responsável por este trabalho, o projeto incentiva ainda mais o uso destes ambientes pelos alunos. “É gratificante promover a transformação do ambiente. O antes e o depois, desde o processo de seleção e descarte de livros com fungos, ácaros, a distribuição das prateleiras na biblioteca, a construção de um novo espaço de leitura. Quando os alunos chegam para visitar os espaços modificados, geralmente se encantam. Eles mesmos sentem a mudança. Faz parte do processo, também, a informatização da biblioteca, o que traz maior agilidade nos empréstimos e devoluções dos livros. Pode-se consultar pelo sistema se está disponível, ou quem está com determinada obra. Tudo é mais rápido e ágil”, explica.