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Rural

De geração em geração

Família Guarnieri, que há muitos anos se dedica à produção de alimentos, vai expor seus produtos na Expointer 2018

Rosane e Tania, que está bastante animada para fazer a sua primeira Expointer
É muito importante para a agricultura familiar industrializar o que cultiva, porque isso traz autono
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

O reconhecimento de um trabalho que vem sendo realizado ano após ano. Assim podemos considerar a presença da Agroindústria Guarnieri de Erechim na 41ª Expointer. A família Guarnieri há muitos anos se dedica à produção de alimentos, trabalho que vai sendo passado de geração em geração. Na ocasião, a agroindústria familiar vai levar ao público os seus principais produtos, sucos, vinhos e vinagres. A Expointer é uma feira agropecuária, com destaque nacional e internacionalmente, inicia no próximo dia 25 e vai até 2 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

É a primeira vez que Tania Guarnieri está indo a Expointer, ela representa a terceira geração da família e será responsável pelas vendas na feira. “Estou bastante animada, com expectativa de muitas vendas, já que o nosso produto é muito bom”, afirma.

Conforme Rosane Guarnieri, que participa ativamente da produção de sucos, vinhos e vinagres, esse momento é muito importante porque ao participar da feira os produtos ficam ainda mais conhecidos.

Além de ter seus sucos, vinhos e vinagres reconhecidos no mercado, a agroindústria Guarnieri é também um exemplo de sucessão familiar. Hoje, tudo que é industrializado na propriedade é realizado pela terceira geração da família, sob os cuidados do casal de filhos de Ari Guarnieri, Gilson e Tania, juntamente com Rosane, esposa de Gilson.  

A produção anual da agroindústria de suco gira em torno de 10 mil litros por safra. “É uma produção artesanal. A gente só produz o suco na safra e usamos exclusivamente a uva bordo, que é mais colorida e mais aromática”, comenta Ari.

Sucessão

Ari ressalta que é necessário dar abertura e estimular os filhos a permanecer no campo. “O mais importante, o pai e a mãe devem só assessorar, não querer fazer tudo do começo ao fim. Deixar que os filhos tomem iniciativa, nem que errem algumas vezes”, afirma. Isso porque, o produtor enfatiza que toda e qualquer atividade o aprendizado é constante e ninguém nasce sabendo.

Ari lembra que na primeira participação da feira em 2014 o suco de uva da família foi premiado com o segundo lugar no concurso de produtos da agricultura familiar. Ele explica que a Expointer é uma vitrine para qualquer produto, principalmente para agricultura familiar. Este é o segundo ano que um representante da família vai estar presente na feira, no entanto, o suco de uva integral vai desde então todos os anos para feira através de cooperativas e outros parceiros.

“A expectativa é das melhores possíveis, porque terceirizando já dava retorno, então com alguém da família apresentando as qualidades do produto, origem, vai dar para fazer um bom comercial”, observa.

Atualmente, o suco de uva integral é comercializado em escolas estaduais e municipais da região, pequenos mercados, feiras e no quiosque localizado as margens da RCS 480, saída para Barão de Cotegipe.

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Segundo Ari, a família compra praticamente toda a uva de outros produtores para produzir o suco. E isso é positivo, já que assim consegue selecionar uma uva com mais qualidade, fundamental para fazer um bom suco. Isso é resultado de muitos anos de parceria com outros produtores. Ele comenta que sempre recebe um retorno positivo das pessoas que compram e consomem o produto. “Isso é motivo de alegria para nós”.

Saúde

O experiente produtor enfatiza o suco de uva faz muito bem para a saúde, tanto para crianças quanto adultos, e que é um privilégio as crianças das escolas poder consumir esse tipo de alimento. “Além de fazer bem, é industrializado aqui”, salienta. 

Resultados

Ari enfatiza que está satisfeito com os resultados atuais e a meta é aumentar só um pouco mais a produção para manter a qualidade.  

Agroindústria

Segundo Ari, é muito importante para a agricultura familiar industrializar o que cultiva, porque isso traz autonomia. “É o mais importante”, conclui.

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