Indisciplina, agressão física entre alunos e agressão verbal a professores ou funcionários foram os tipos de violência mais recorrentes durante o último semestre nas escolas estaduais da região. Os dados foram divulgados na última semana durante a terceira edição do Seminário da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (Cipave). O evento foi realizado no salão de atos da URI e contou com a presença da coordenadora estadual do programa, Luciane Manfro.
Ao todo, o último semestre registrou 1.559 casos em 109 escolas pertencentes à área de abrangência da 15ª Coordenadoria Regional de Educação. O número é menor do que os contabilizados no semestre anterior, quando foram registrados 1.823 casos de violência escolar. Porém, o aumento na incidência de alguns casos chama atenção, a exemplo de assaltos na entrada ou saída da escola, acidente no entorno da escola e automutilação.
Entre as incidências mais recorrentes - indisciplina, agressão física entre alunos e agressão verbal a professores ou funcionários - apesar de estarem no topo do ranking, o levantamento mostrou que houve queda no número de casos em relação ao último semestre. O mapeamento leva em conta as ocorrências registradas em 109 escolas, que atendem um total de 23.338 estudantes.
O seminário da Cipave contou com palestra da psicóloga Sandra Munero com o tema "Alegria na escola: um fato ou um fake?". Os dados referentes aos cinco últimos mapeamentos de violência escolar foram analisados por Luciane juntamente com a Rede de Apoio de Erechim, com o intuito de planejar ações de enfrentamento. Além disso, foram apresentados cases de trabalho junto às escolas.
O trabalho das Cipaves
As Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar (Cipaves) são formadas por profissionais da escola e atuam orientando a comunidade escolar sobre as mais diversas situações que podem ocorrer no ambiente escolar, para que juntos possam identificar situações de violência, acidentes e causas; definir a frequência e a gravidade com que ocorrem; averiguar a circunstância em que ocorrem estas situações, além de planejar e recomendar formas de prevenção. Também são responsáveis por formar parcerias com entidades públicas e privadas para auxiliar no trabalho preventivo, estimular a fiscalização por parte da própria comunidade escolar, fazendo com que zele pelo ambiente escolar.
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CASOS |
1°/2016 |
2°/2016 |
1°/2017 |
2°/2017 |
1°/2018 |
|
Bullying |
148 |
182 |
275 |
228 |
159 |
|
Depredações, pichações ou vandalismo |
115 |
144 |
81 |
82 |
61 |
|
Assalto na entrada ou saída |
32 |
12 |
03 |
01 |
27 |
|
Agressão verbal a professores, funcionários ou direção |
503 |
396 |
389 |
254 |
181 |
|
Arrombamento e/ou furtos |
32 |
17 |
11 |
18 |
21 |
|
Agressão física a professores, funcionários ou direção |
17 |
16 |
09 |
17 |
04 |
|
Racismo, preconceito ou intolerância religiosa |
- |
71 |
218 |
81 |
23 |
|
Violência Física entre alunos |
231 |
432 |
505 |
339 |
300 |
|
Tráfico ou posse de drogas |
23 |
24 |
29 |
15 |
34 |
|
Acidente de trânsito no entorno da escola |
36 |
07 |
08 |
01 |
11 |
|
Indisciplina |
1.723 |
854 |
720 |
787 |
723 |
|
Automutilação |
- |
- |
- |
- |
13 |
|
Depressão Suicida |
- |
- |
- |
- |
02 |
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TOTAL |
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1823 |
1559 |