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Rural

Dia para por em prática a futura profissão

Atividade de campo apresenta 28 variedades de alimentos e contribui para formação dos alunos

Kelvin Andreoli, Mateus Giacomel e Valdecir Balestrin
Roseli Fátima Vaes Arnold
Aldinei Pogorzelski
Delomar Ceron
Josivania Aline do Nascimento
Flávia Barro Lazzari e Ketelin Anibaletto
Lucas Czechowski e Julia do Nascimento
Bruno Somensi, Patrick Kosak e Rafael Lucas Menegola
Franciele de Abreu Marqueto e Yohanna Hoffmann
Eduardo Bertella e Amanda Rempel
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

O Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando de Erechim realizou, nesta segunda-feira (1º), uma tarde de campo sobre olericultura com 62 alunos do segundo ano. O projeto teve 28 estações rurais com alimentos de grande valor nutricional que podem ser produzidos e comercializados na região, e, principalmente, cultivados no sistema agroecológico.

Segundo o professor de olericultura e fruticultura, Valdecir Francisco Balestrin, o trabalho sobre as hortaliças foi realizado com alunos do segundo ano e teve como objetivo descrever as culturas, custos, técnicas de produção, qualidades nutricionais, principais doenças, utilidade das plantas e, também estimular o consumo. “Esse é um dia importante porque é uma forma do aluno se apresentar, expressar, já que serão futuros técnicos e terão que repassar essas informações aos produtores”, explica.

Conforme a coordenadora Pedagógica, Roseli Fátima Vaes Arnold, o dia de campo é de extrema importância porque representa o papel do técnico na parte da extensão rural. “Faz com que os alunos cresçam muito na apresentação, mostrem o seu trabalho e aperfeiçoem a oralidade. Nesse momento eles sentem o valor e o prazer de ser um técnico. Esse dia é de fundamental importância”, ressalta.

Roseli comenta que o trabalho foi dividido em 28 estações rurais, são alimentos com grande valor nutricional que podem ser produzidos e comercializados na região e, principalmente, tudo produzido com técnicas agroecológicas. A coordenadora Pedagógica ressalta que o Colégio Agrícola vem a cada ano melhorando a qualidade do ensino e o desempenho dos alunos.

O coordenador de Produção, Aldinei Pogorzelski, afirma que o dia de campo tem como objetivo colocar em prática o conhecimento daquilo que os alunos têm aprendido com os professores em sala de aula. “Na prática eles têm a possibilidade de mostrar o que tem acontecido em termos de pragas, doenças, culturas e treinar a explanação”, observa.

Aldinei enfatiza que, hoje, o mercado está procurando um profissional completo, com conhecimento, “que saiba se expressar, tenha uma postura adequada e saiba se relacionar com as pessoas”.

O coordenador de produção comenta que as hortaliças abordadas no dia de campo foram brócolis, repolho, salsa, alface, cebolinha, abóbora, ervilha, almeirão, tomate, couve flor, pepino, pimentão, melão, cebola, alho, cenoura, melancia, beterraba, feijão de vagem, morango, mandioca, rúcula,  rabanete, morango, batata doce, chuchu e feijão de vagem.

O diretor da escola, Delomar Ceron, observa que o Colégio Agrícola está dividido em 12 setores de produção, durante o ano letivo as informações trabalhadas em cada setor são repassadas para toda escola. Segundo Delomar, o dia de campo é importante porque proporciona ao aluno se desinibir, comunicar em público e aprender habilidades de extensão rural. “Porque serão os futuros extensionistas da região”, afirma.

Delomar enfatiza que o Colégio Agrícola tem uma boa estrutura para realizar as aulas práticas, sendo inclusive utilizado por universidades. Os 12 setores de produção envolvem agroindústria, avicultura, suinocultura, bovinocultura, culturas, desenho e topografia, ervas medicinais, nutrição animal, silvicultura, fruticultura, irrigação, jardinagem e olericultura.

Culturas apresentadas pelos alunos

Brócolis

Kelvin Andreoli e Mateus Giacomel. O brócolis tem vitamina C e fibras alimentares. O micronutriente que mais necessita é o boro, solo bem drenado, úmido, mas não encharcado. É cultivado tanto por semente como mudas. A partir da semeadura produz em 70 a 100 dias.     

Rabanete

Josivania Aline do Nascimento. O rabanete é diurético, auxilia na prevenção do câncer. Pode ser colhido de 30 a 60 dias em pequena quantidade e em maior quantidade de 60 a 90 dias. Precisa de solo com bastante matéria orgânica.

Repolho

Flávia Barro Lazzari e Ketelin Anibaletto. O repolho combate a anemia, ajuda combater o Alzheimer, age como vermífugo em crianças, ajuda no sistema imunológico. A colheita é de dois a quatro meses. O solo precisa ser bem drenado com bastante matéria orgânica, sem excesso de água, regar conforme umidade do solo.

Alface

Julia do Nascimento e Lucas Czechowski. O alface tem vitaminas A e C, rica em nutrientes como ferro, fósforo. É 90% composto de água, poucas fibras, bom para quem faz dieta, quer emagrecer. O solo precisa de bastante matéria orgânica, água e luz, não muito sol, mas bastante luz. Melhor ser cultivado em estufas, porque o sol pode queimar a folha. Produz ano todo. Demora no verão 70 dias na estufa e no inverno 150 dias.

Cebolinha

Bruno Somensi, Patrick Kosak e Rafael Lucas Menegola. A cebolinha tem origem na Ásia, China. Em cerca de 90 dias pode fazer a primeira colheita. Com transplante de mudas a cada 50 dias pode fazer um corte. Se for por semente três meses, dando até três cortes. Tem vitaminas A, B3 e C, é fonte de cálcio e fósforo. Pode ser consorciada com salsinha, outro tempero. Precisa solo bem fértil com boa quantidade de matéria orgânica, não pode ser encharcado.

Pepino

Franciele de Abreu Marqueto e Yohanna Hoffmann. Planta com vários benefícios a saúde, ajuda a prevenir o câncer. Entre germinação e colheita em torno de 90 a 100 dias, precisa de um solo com muita matéria orgânica e bem drenado.

Melão

Eduardo Bertella e Amanda Rempel. A cultura do melão no sul produz de outubro a fevereiro, melhor época por causa do calor. Demora em torno de 70 dias para produzir. Precisa de um solo bem drenado rico em matéria orgânica.

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