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Ensino

Congresso Internacional da URI apresenta alternativas para setores da sociedade

Evento debateu a estrutura da cidade para a vida pública e a importância da tecnologia

Ana Paula Wickert, da UPF, destacou a importância do espaço público no desenvolvimento social
Ricardo Fernandes, da ROXOR: “Não adianta projetar obras que não se fundamentam”
Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

Um grande número de profissionais da Arquitetura e acadêmicos do curso de Arquitetura e Urbanismo da URI se reuniram na noite de terça-feira (2), no Salão de Atos da Universidade. Dois assuntos mereceram atenção: a estruturação da cidade para a vida pública e a importância da tecnologia nessa área.

A professora Ana Paula Wickert, da UPF, destacou a importância do espaço público no desenvolvimento social. “O papel do arquiteto é analisar e projetar. As experiências ocorridas em Passo Fundo, como o Parque da Gare, a ciclovia da Avenida Brasil, entre outras, comprovam isso. Esses locais, além de proporcionarem lazer à comunidade, são espaços de socialização e construção de relações sociais”, analisou.  

O encontro também teve a presença do arquiteto Henrique Stabile, que apresentou a influência da tecnologia na arquitetura e design. “Essa é uma atividade cada vez mais tecnológica e abrangente e que está presente em todas as profissões. Por causa disso, o nosso papel está mudando, pois não devemos aliar cada vez mais a nossa criatividade está aliada cada vez mais à tecnologia”, afirmou. Disse, ainda, que no interior estão as grandes oportunidades, pois “os profissionais não possuem um olhar viciado como nas capitais”. 

Enquanto isso, o curso de Engenharia Civil contou com a presença do engenheiro Ricardo Lima Fernandes, da ROXOR, empresa presente em vários estados brasileiros e outros países, como os Estados Unidos. Em encontro realizado no Auditório, ele apresentou as práticas de geotecnia na construção civil, quando informou ser essa uma área ainda pouco explorada no país. “Se a gente não tomar conta das nossas condições naturais, com técnica, não adianta projetar obras que não se fundamentam. Em outros países, a gente percebe uma disciplina nessa área e aqui no Brasil somos ainda medievais”, afirmou. Toda e qualquer modificação do meio ambiente necessita da geotecnia, segundo o palestrante. “É por isso que temos ainda muitos deslizamentos. Precisamos entender que essa não é uma inovação e sim um processo inicial. Em função disso, devemos levar em consideração, pois, infelizmente, não temos bons técnicos nessa área”, informou o convidado.    

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