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Ensino

A missão de ensinar e deixar marcas

No Dia do Professor, educadores falam sobre como veem a profissão e elencam os desafios em suas áreas de atuação

Dia do professor
Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Comemora-se neste dia 15 de outubro o Dia do Professor e, para falar sobre a profissão, o Bom Dia entrou em contato com educadores de diferentes etapas do ensino para saber como veem a profissão.

O Dia do Professor foi originado no ano de 1827 quando o então imperador do Brasil, Dom Pedro I baixou um decreto imperial criando o ensino elementar no Brasil. Pelo documento determinou que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras".

Educação infantil

Professora há 24 anos, a coordenadora da educação infantil e dos anos iniciais na Escola de Educação Básica da URI, Simone Casagrande Martins, quando questionada sobre como vê sua missão de educadora, disse se emocionar quando fala da profissão. “A gente tem que se encantar pelo que faz, pois é isso que faz a diferença no dia a dia e na atuação do professor, que tem uma missão linda, apesar de cheia de desafios. É uma profissão muito importante, pois o professor é uma referência, especialmente para o aluno da educação infantil. É seu papel ensinar, mas também de deixar marcas que farão a diferença na vida de cada aluno. Ser professor não pode ser por acaso, é preciso amar o que faz, estar disposto a ensinar e aprender todos os dias” salienta.

Sobre os desafios de sua atuação, ela cita a necessidade da mudança quanto à percepção da importância da educação infantil. “Apesar de ser uma etapa essencial na formação do estudante, há quem a veja como uma fase de brincadeira. Porém, ela é extremamente importante e exige dos profissionais muito conhecimento e atualização constante para atuar com o público infantil, que é formado por seres únicos e incomparáveis”, pontua. Por outro lado, a professora destaca o que considera a melhor parte da profissão. “É acompanhar o desenvolvimento de cada aluno e perceber os resultados. É ver que aquela sementinha que a gente planta a cada dia germina e se transforma em aprendizado e contribui para a formação de cidadãos completos”, finaliza.

Ensino fundamental

A professora Josiane Pelin, que atua na Escola Municipal Luiz Badalotti, define seu papel enquanto educadora como uma missão nobre “por estar diretamente relacionada com crianças e jovens em desenvolvimento, que precisam de um olhar atento e diferenciado buscando atender as demandas apresentadas por eles a fim de garantir e alcançar desenvolvimento integral. E também por estar relacionada com processos de ensino e aprendizagem, os quais são dinâmicos e a aquisição é diferentes para cada pessoa”.

Sobre os desafios da profissão, ela cita a “disputa com as novas tecnologias, a necessidade de buscarmos maneiras atrativas de ensinar, e a medida dos limites que precisam ser estabelecidos no ambiente escolar, a fim de garantir harmonia e respeito entre professores e estudantes”. Por fim ela salienta que a melhor coisa na profissão são os vínculos de afeto estabelecidos nos relacionamentos. “Participamos de forma ativa dos avanços e conquistas dos estudantes”, finaliza.

Ensino Médio

Graciela Roman é formada em História e atua na área de Ciências Humanas no Ensino médio do Colégio Mário Quintana de Barão de Cotegipe. A professora define seu papel enquanto educadora destacando que a missão do professor é “transformar a vida dos estudantes, por meio de uma educação com senso crítico, em busca de verdades, e fazer com que entendam que podem mudar as suas realidades e consequentemente a sociedade que vivem”. Sobre os desafios da profissão, ela cita que esta missão está sendo dificultada em razão da desvalorização. “Quando eu falo em valorização vai muito além de salário (que está longe do ideal e é importantíssimo), mas o respeito que a sociedade muitas vezes não tem com gente. Estamos vivendo numa época em que tudo parece ser mais atrativo que a escola, governos não dão prioridade, mídias são "donas da verdade", e nós, lutando com todas as nossas forças e muito amor pelo que fizemos, pra se tornar necessários”, pontua.

Por outro lado ela ressalta o que considera a melhor parte da profissão. “Quando voltamos para casa no fim de um dia cheio de conhecimento passado e recebido, e paramos para refletir que nossos estudantes são cheios de vida, de sonhos, cheios de novidades, que nos receberam com carinho, com abraços, com debates calorosos, nos damos conta que a esperança existe. E a melhor coisa da profissão é o depois, quando eles saem da escola, te encontram e te dizem " Obrigado professora".

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