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Ensino

Aratibense apresenta trabalho na Coreia do Sul

Pesquisa da estudante Lara Balen Matté falou sobre a formação médica humanística

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Conferência foi realizada em Seul, na Coreia do Sul
Lara é estudante de Medicina na Unisinos e apresentou artigo durante o evento
Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

A aratibense Lara Balen Matté apresentou neste mês um estudo durante a 22ª Conferência Mundial de Médicos de Família, realizada em Seul, na Coreia do Sul. O encontro é um dos maiores eventos de Medicina de Família no mundo e reúne especialistas, como professores, pesquisadores e profissionais, que trabalham na área da saúde.

O trabalho da estudante, que cursa Medicina na Unisinos abordou a formação médica humanística. "Meu trabalho falou sobre a nova grade curricular no curso de Medicina no Brasil, com enfoque à formação humanística. O objetivo do estudo é exatamente compreender que a empatia e a confiança entre os novos médicos e pacientes são significativas para a nossa boa formação enquanto profissionais da saúde, bem como para a melhor adesão à qualidade de vida focada em prevenção das doenças e não propriamente nas doenças", explica, ao complementar que essa nova formação "faz perceber que o paciente é qualificado como um ser integral e que o processo saúde-doença está intrinsecamente ligado as suas condições psicológicas, biológicas e sociais".

A estudante falou ainda sobre suas percepções do evento. "Pude perceber que nosso sistema de saúde é semelhante a muitos países, e que compartilhamos de problemas semelhantes como a dificuldade entre atender um número x de pacientes em determinados 15 minutos. Outro ponto bem relevante, é que vi o quanto o nosso sistema de saúde é bom, entretanto basta organização federal mais refinada. Por exemplo, na Coreia a população paga um seguro pela saúde, entretanto eles não têm o acesso à saúde pública como acontece no Brasil, pois a saúde lá se caracteriza como privada", observou.

Lara salientou ainda as diferenças em relação à farmácia popular. "Percebi ao perguntar sobre farmácia popular aos colegas no congresso, principalmente em países asiáticos, há um tipo de farmácia semelhante, porém ao contrário do Brasil que oferece muitos remédios gratuitamente a toda população, em muitos países asiáticos essa distribuição gratuita é restrita a alguns medicamentos básicos", pontuou.

Ao avaliar o evento como um todo, a estudante de Medicina salientou o aspecto enriquecedor de sua participação na Conferência. "Compartilho aqui a frustração de nós, futuros médicos e médicos, que trabalhamos nas extremidades e com poucos recursos. Entretanto, é enriquecedor ao mesmo tempo, pois atendemos etnias e culturas diferentes e precisamos nos adaptarmos a isso, ou seja, não significa que tenhamos que aceitar ou julgar determinada cultura, mas sim respeitar de forma integral, o que é fantástico, pois é a base para se construir uma boa relação médico-paciente", completou.

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