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Rural

Alerta para a prevenção da peste suína

Foco de Peste Suína Clássica (PSC) no Ceará põe em atenção criadores. O RS tem status de estado livre de PSC. A região tem um dos maiores rebanhos do RS com cerca de 415 mil suínos em 11.730 propriedades

Criador tem que estar atento aos sintomas
Febre alta, conjuntivite, paralisia nas patas traseiras manchas avermelhadas pelo corpo entre outras
Ficar alerta para manter o status de estado livre de PSC
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A Inspetoria de Defesa Agropecuária de Erechim faz um importante aviso a todos os criadores de suínos da região. Segundo a fiscal estadual agropecuária da Seapa RS em Erechim, Michele Maroso, recentemente o Brasil teve um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no estado do Ceará, que foi reportado a OIE no dia sete desse mês. Michele afirma que dos 130 suínos existentes na granja, morreram 115. Conforme a fiscal agropecuária, o RS continua com o reconhecimento internacional de zona livre de Peste Suína Clássica, recebido pela OIE em 2015. Mas pra isso é necessário uma série de cuidados.

Michele esclarece que a PSC é uma doença viral de rápida disseminação que atinge os suínos e outras espécies como javalis e cruzas. “A enfermidade provoca sinais clínicos como febre alta, paralisia nas patas traseiras, andar cambaleante, manchas avermelhadas pelo corpo, dificuldade respiratória, diarreia, conjuntivite, aborto, repetição de cio, leitões amontoados e alta mortalidade”, explica.

Conforme ela, o vírus da PSC pode ser introduzido através do contato direto entre animais doentes e sadios, contato com pessoas, fômites (mãos, roupas, botas, utensílios) e de alimentos que foram contaminados com o vírus.

“Em virtude desse risco, é proibido fornecer aos suínos restos de alimentos que contenham proteína de origem animal de qualquer procedência, principalmente restos de restaurantes, ônibus, trens, navios e aviões. Pelo mesmo motivo, é proibida a permanência de suídeos em lixões”, ressalta.

Michele ressalta que hoje em dia é muito fácil viajar para qualquer estado ou país, e por isso, é fundamental evitar a entrada de visitantes, em granjas de suínos, inclusive caminhoneiros que viajam por todo o Brasil.

Cuidados

A fiscal estadual agropecuária destaca que devem ser tomados alguns cuidados para evitar a entrada da doença, tais como, evitar contato com javalis e animais silvestres; não fornecer restos de alimentos; verificar a origem dos grãos fornecidos para a alimentação de suínos, que não devem ter origem em locais em que haja circulação viral; não criar suínos perto de lixões; e não deixar que pessoas visitem os locais de criação de suínos.

“A Peste Suína Clássica é uma doença de notificação obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial, portanto qualquer pessoa, ao suspeitar de sinais clínicos compatíveis com PSC, deverá comunicar o veterinário da Inspetoria mais próxima com a máxima urgência”, afirma.

Região

De acordo com Michele, na Supervisão Regional Erechim composta por 31 municípios, atualmente tem um dos maiores rebanhos do Estado com cerca de 415.000 suínos em 11.730 propriedades. “Por isso, devemos ficar alerta para manter o status de estado livre de PSC, mantendo assim, a sanidade de nosso rebanho suídeo e garantindo as exportações, pois nosso mercado interno não tem capacidade de absorver toda a nossa produção”, conclui.

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