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Erechim

Espaço de carinho e acolhimento às mamães

Casa de apoio já recebe mulheres que necessitam acompanhar seus bebês internados no Hospital Santa Terezinha

Autoridades, lideranças, representantes de entidades e familiares de Ondina Piaia prestigiaram o ato
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Mais que uma casa, um espaço de acolhimento das mamães que estão com seus bebês internados no Hospital Santa Terezinha de Erechim. Assim é possível definir a Casa de Apoio As puérperas Ondina M. Piaia inaugurada oficialmente na tarde de sexta-feira (26). A cerimônia contou com a presença de autoridades, lideranças, representantes de entidades, além de amigos e familiares da homenageada da casa. 

Conforme o diretor da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Hélio Bianchi, a casa é um dos dispositivos previstos na Rede Cegonha que é instituída pelo Ministério da Saúde (Portaria 1459 de 24 de junho de 2011) e visa um novo modelo de atenção à saúde da mulher e da criança, com foco no parto, nascimento, crescimento e desenvolvimento da criança. “A legislação prevê a criação da Casa da gestante no ano de 2013, mas o Hospital Santa Terezinha desde o ano de 2000 ostenta o Título de Hospital Amigo da Criança e proporciona a permanência das mães próximo ao recém-nascido, bem como o incentiva o vínculo mãe bebê através do aleitamento materno. Além disso, o hospital é uma referência em gestação de alto risco”, comenta, citando que o objetivo é garantir, entre outras coisas, o cuidado no parto e o atendimento às mães cujos filhos necessitem de cuidados especiais.  
A vereadora Eni Scandolara junto à amiga Dalva, destacaram a importância do momento que representa o ato de atender a um pedido de uma amiga. “Agradecemos o apoio recebido de todos e salientamos a importância desse local que poderá contribuir para a recuperação e fortalecido do vínculo: mamãe e bebê". 
Zelinda Piaia Coppe é irmã da homenageada. Durante seu discurso, não escondeu a emoção em prestigiar a inauguração de um local que leva o nome de Ondina. “É com muita honra que participamos desta ocasião. É uma obra importante para acolher as mulheres em um dos momentos mais sublimes”, revelou. 
O prefeito municipal, Luiz Francisco Schmidt, declarou com entusiasmo que esta é mais uma importante conquista que foi almejada e construída por várias pessoas. “Se pudermos a cada dia colocar um pouco da nossa alma e coração nas ações, teremos um mundo melhor”, salientou, lembrando que o hospital Santa Terezinha recebe pacientes de 85 municípios que tem a instituição como referência no atendimento de qualidade. 
Do mesmo modo, o vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Erechim, Rafael Ayub, reforçou que o dia foi de agradecimento e reconhecimento. “Nessa casa o acolhimento será melhor e propiciará mais liberdade às pessoas que precisarem. Percebemos assim, mais uma vez a relevância de unir forças e caminhar no mesmo sentido, trabalhando juntos em prol da comunidade”, disse. 

Um ponto de apoio
Quantas histórias uma casa pode guardar? No caso da Casa de Apoio, muitas já começam a ser compartilhadas pelas primeiras mamães que por ali chegam. 
Maiqueli Poganski tem 18 anos e chegou à Casa de Apoio há 14 dias. Ela veio de Gramado dos Loureiros e acompanha o tratamento do filho Noah Gael que permanece internado na UTI. 
Daiane Assmann, de 30 anos, reside em Carazinho e chegou à Casa de Apoio há 38 dias. A jovem aguarda a alta da filha Isabelly Domingues que recebe tratamento na UTI. 
O que elas tem em comum? O desejo de retornar para suas cidades e famílias com seus bebês em plenas condições de saúde. Por enquanto o momento é de aguardo e acompanhamento das crianças. Para isso, elas disseram à reportagem do Bom Dia que a Casa de Apoio se tornou um suporte e um ponto se apoio para o descanso. “Assim conseguimos sair um pouco do ambiente hospitalar e conversar com outras mulheres que também enfrentam um momento delicado”, disseram. 

Mais sobre a casa
A rede Cegonha garante boas práticas e segurança na atenção ao parto e nascimento, sendo implantada a Casa da Gestante através da Portaria 1020 de 29 maio 2013, com o objetivo de apoiar o cuidado às mães puérperas quando o recém-nascido tem necessidade de cuidados na UTI NEO e ou na Unidade de Cuidados Intermediários.
A casa tem caráter de residência provisória quando houver dificuldade para deslocamento frequente da mãe.
A residência conta com 10 leitos, equipada com cozinha, área de serviço, sala de estar, pátio, um ambiente acolhedor e diferenciado, tornando-se semelhante a uma casa tradicional. Anteriormente, as mães necessitavam ficar no do ambiente hospitalar e hoje terão um ambiente diferenciado e mais parecido com sua casa, o que beneficia seu estado físico e emocional, auxiliando no enfrentamento da hospitalização de seu filho, contribuindo para sua recuperação e fortalecendo vínculos.

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