Publicidade

Segurança

Réu condenado a quatro anos de prisão por crime ocorrido em 2014

Ministério Público pedia condenação por homicídio simples, mas a acusação foi desclassificada para lesão corporal seguida de morte

Júri se estendeu por cerca de cinco horas
Por Alan Dias
Foto Alan Dias

O réu Rogério Duarte, de 31 anos de idade, foi condenado a quatro anos de prisão, em regime inicialmente aberto, em júri realizado ontem (8), no Fórum de Erechim. Duarte era acusado pelo homicídio simples, mas por decisão do Conselho de Sentença, a acusação foi desqualificada pelo entendimento de que houve ausência do dolo de matar e o réu foi sentenciado pelo crime de lesão corporal seguida de morte.

O crime ocorreu no início da noite de Natal, em 2014, na Rua Irmã Suzana, bairro Presidente Vargas, onde Duarte entrou em luta corporal com Tiago Cardoso Rodrigues, que faleceu após receber um golpe de faca no tórax. Ele chegou a ser socorrido ao hospital, mas não resistiu.

Segundo a acusação do Ministério Público, representado pela promotora Stela Bordin, “o delito foi cometido por motivo torpe, motivado, unicamente, por desentendimentos havidos entre o denunciado e a vítima anos anteriores. O crime foi executado mediante meio insidioso e cruel, uma vez que o denunciado, mantinha arma escondida em uma camiseta que possuía em sua mão e por fim, o delito também foi levado a cabo mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima, haja vista que foi pega de surpresa com um golpe de faca, sem condições de esboçar reação defensiva ou mesmo evadir-se do local”.

O réu negou a acusação e relatou que na data, a vítima foi até a frente da sua casa e começou a lhe xingar e atirar pedras em sua direção. Rodrigues saiu do local e ele então pediu que sua esposa e filhos fossem para a casa da mãe, local onde ficariam mais protegidos. Aproveitando-se da ausência da vítima, e com medo de que ela voltasse para lhe fazer algum mal, ele também saiu de casa.

Duarte disse ainda que, quando estava na rua, foi surpreendido por Rodrigues e este tentou lhe acertar na cabeça com uma garrafa de cerveja, em ato contínuo, puxou uma faca que trazia consigo e então eles entraram em luta corporal.

Enquanto brigavam, Rodrigues teria derrubado a faca, que foi pega por Duarte, ele tentou fugir, mas Rodrigues o agarrou e na tentativa de se desvencilhar, acabou acertando a vítima com um golpe. Assustado, ele fugiu do local.

A defesa de Duarte, feita pela defensora pública Marcélia Cominetti Favarin, conseguiu comprovar que o réu não estava com uma escondida e nem usava camiseta no momento da briga, obtendo assim a desqualificação do homicídio para lesão corporal seguida de morte. O júri foi presidido pelo juiz Marcos Luís Agostini.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas