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Rural

Evento para resgatar a tradição e fortalecer o cooperativismo

2º Feira da Agrobiodiversidade e o 6º Simpósio do Cooperativismo reuniu centenas de agricultores e associados no CTG Sentinela da Querência

Dilva, Luciana, Alderi, Eudes e Carlos
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A 2º Feira da Agrobiodiversidade e o 6º Simpósio do Cooperativismo reuniu centenas de agricultores e associados no CTG Sentinela da Querência nesta terça-feira (13). A programação envolveu mística de acolhida, ato de abertura, contextualização sobre a feira e o núcleo, e a posse da nova direção do Núcleo de Cooperativismo, formado por representantes de cinco cooperativas, Dilva Loch da Coopusaúde; Luciana Dorneles da Sicoob; Alderi do Prado da Creral; Eudes Biavatti da Alfa; e, Carlos Cupercini da Cresol. Atualmente, o Núcleo de Cooperativismo é formado por 17 cooperativas, voltado para cooperação mútua, visando fortalecer o sistema cooperativo, levando por meio de eventos informações, inovações aos associados, fomentar as potencialidades e apontar caminhos futuros. 

“Esse é um dia especial porque temos a oportunidade de mostrar conjuntamente o desenvolvimento que o sistema cooperativo faz pela região. Nesse dia vamos trabalhar a biodiversidade, organização do sistema cooperativo nas famílias e no meio rural. Momento importante para nós do sistema Cresol estar fazendo parte desse simpósio”, afirma Carlos Copercini. Carlos ressalta que a cooperação é o caminho para o desenvolvimento. “Unindo forças para que cada vez mais as pessoas possam se desenvolver junto com as cooperativas”, destaca. E, acrescenta, que o futuro da agricultura familiar é no sistema cooperativo, “pequenas ou grandes ações cooperadas têm o caminho para o desenvolvimento.

Conforme o gerente regional da Emater/Ascar, Gilberto Tonello, esse é um evento de extrema importância porque resgata as plantas medicinais no seu uso medicinal e diário. “Essa é a segunda feira com pleno sucesso”. Tonello destaca que o cooperativismo é importante para organização das pessoas de uma maneira geral, viabilizar e ter êxito em projetos.

A palestrante Ingrid Bergmann Inchausti de Barros abordou a agrobiodiversidade, o que são recursos genéticos, a necessidade de resgatar conhecimento e o uso de plantas que um dia foram comum no dia a dia. “Parece uma coisa muito distante, mas está no pátio, trazer esse contexto, mostrando que elas têm que usufruir disso no autoconsumo, enriquecendo a sua alimentação. E depois vendo isso como possibilidade de renda, novos mercados, novas atividades, que está bem a mão, mas não se consegue enxergar”, comenta.  

Ela cita o exemplo do cultivo de araruta, planta que parece um gramínea e que dá raízes tuberosas e depois de ralada se extraía um amido muito fino e bem digestivo, próprio para alimentação infantil, de pessoas em convalescença e alguns tipos especiais de biscoitos.

Ingrid ressalta também que a região Alto Uruguai é muito rica em frutas nativas como guabiju e guavirova, e com uma produção de suco artesanal pode se viabilizar uma família financeiramente. “Mas antes disso, podem incluir esse alimente na alimentação como fonte de vitaminas, antioxidantes”, observa.

A segunda palestra foi com o representante da Sescoop, Dieisson Pivotto, sobre governança corporativa e cooperativa. Pivotto destacou que a região Alto Uruguai tem uma força muito grande no cooperativismo, os desafios que as cooperativas vão enfrentar nos próximos anos, e a importância da participação do cooperado nesse processo de gestão das cooperativas. “O desfio é acompanhar as mudanças tecnológicas, plataformas digitais, intercooperação. As cooperativas têm que se juntar em redes para competir e atender bem o cooperado”, enfatiza.

Pivotto ressalta que a principal diferença do cooperativismo é a autogestão. “Na cooperativa além de ser cliente você faz parte do processo de gestão, pode ter cotas de capital, além do serviço pode ter retorno financeiro e fazer parte do processo de gestão”, conclui.

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