O desafio de potencializar a socialização de pessoas com deficiência foi encarado pela Escola Municipal Othelo Rosa, de Erechim. Um projeto desenvolvido pela instituição em parceria com a Secretaria Municipal de Educação está oportunizando aulas da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para os estudantes.
Conforme a diretora da escola, Taise Dariva, o projeto surgiu para intensificar o exercício profissional de uma professora surda, a Eudézia Martins, que está na escola desde 2017. "A disciplina de Libras foi pensada para incluir a professora na sala de aula", pontua Taise, explicando que a Secretaria de Educação disponibilizou uma professora que tem conhecimento em Libras, a Graziele Lucas, para que ela pudesse acompanhar Eudézia. A diretora ressalta também, que antes da inserção de Graziele, a professora surda trabalhava apenas com atividades na biblioteca.
Segundo Taise, o projeto ganhou uma motivação extra com a matrícula de uma aluna surda no quarto ano do ensino fundamental.
"A aluna veio para a escola esse ano. Antes ela estudava em uma classe específica para surdos. A chegada dela também representou uma experiência nova para a escola", destaca Taise.
Para a diretora, o projeto auxilia na socialização dos ouvintes com a aluna e a professora que são surdas.
Aprendizagem para além das disciplinas tradicionais
Inicialmente a intérprete em Libras foi mobilizada para acompanhar a professora e a aluna em sala de aula, mas a escola expandiu suas atividades, proporcionando o ensino de Libras para os alunos ouvintes.
Conforme a diretora, a iniciativa foi pensada em função da interação social e comunicação na comunidade escolar. As aulas acontecem semanalmente, do primeiro ao quinto ano pelas duas profissionais, a surda e a ouvinte. Para Taise, o ensino em Libras também possibilita o contato com a cultura surda.
Graziele enfatiza a importância desse projeto para a inclusão dos surdos nas escolas regulares: "Este é um projeto de extrema importância, não há inclusão apenas na aprendizagem dos conteúdos das disciplinas e a inclusão precisa acontecer em todos os momentos, na hora do recreio, no lanche, na conversa informal com os colegas. Não existe inclusão sem comunicação e interação social", conclui a professora.
Nesse sentido, Eudézia reforça o impacto de projetos como estes para a comunidade surda: "É muito importante para um surdo encontrar alguém e conseguir se comunicar em Libras na sociedade, em vários locais, como em lojas, hospitais, receber alguma informação ou ajuda na rua, entre outros. Esse projeto ajuda a despertar o desejo e interesse nas crianças desde cedo", argumenta Eudézia.
A percepção dos estudantes ouvintes
Segundo a diretora, os estudantes mostram bastante interesse em aprender. Taise comenta também que o projeto foi tão bem aceito, que a apresentação de Natal será em Libras. "Estávamos pensando sobre o espetáculo de Natal e os estudantes sugeriram uma apresentação em Libras", conclui Taise. A exibição será realizada hoje (5), na escola.
Ampliação do projeto
No próximo ano, a Secretaria Municipal de Educação já vislumbra ampliar a oferta do ensino de Libras em outras escolas. Conforme a pasta, o Othelo Rosa iniciou o projeto e em função dos resultados positivos, a oferta será expandida em 2019.
A nível estadual, a Escola Estadual Normal José Bonifácio também ministra aulas de Libras para a modalidade do magistério. A 15° Coordenadoria Regional de Educação também projeta aumentar o número de escolas. Em 2019 tem a previsão de que a Escola Estadual de Ensino Médio Professor Germano Imlau também inclua as aulas de Libras na grade curricular. O desafio de potencializar a socialização de pessoas com deficiência foi encarado pela Escola Municipal Othelo Rosa. Um projeto desenvolvido pela instituição em parceria com a Secretaria Municipal de Educação está oportunizando aulas da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para todos os estudantes.
A escola conta uma estudante e uma professora surda e o projeto potencializa a socialização no ambiente escolar entre os ouvintes e as pessoas com surdez.
Segundo a diretora Taise Dariva, os estudantes mostram bastante interesse em aprender. Taise comenta também que o projeto foi tão bem aceito, que a apresentação de Natal será em Libras.
“Estávamos pensando sobre o espetáculo de Natal e os estudantes sugeriram uma apresentação em Libras” conclui Taise. A exibição será realizada hoje (5), na escola e a reportagem do Jornal Bom Dia acompanhou o ensaio dos estudantes.
