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Ensino

Evento na UFFS reúne instituições públicas de Ensino Superior

Desafios do Ensino Superior público em Erechim e região foram debatidos em ação promovida pela UFFS, IFRS e Uergs

Comunidades acadêmicas das três instituições, mais a comunidade regional, reuniram-se no Auditório d
Eduardo Predebon, Douglas Cenci, Anderson Ribeiro e Leonardo Beroldt.JPG
Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

Ocorreu na noite desta terça-feira (4) uma audiência pública na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Erechim com o objetivo de discutir as instituições de Ensino Superior público presentes na região do Alto Uruguai gaúcho. O evento, realizado em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Erechim e com a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), foi proposto pelo Conselho Comunitário da UFFS.

De acordo com o presidente do conselho, Douglas Cenci, a iniciativa surgiu da percepção de que há na comunidade um movimento questionando o trabalho dessas instituições. “Isso engloba desde a importância das universidades públicas até a atuação dos servidores”, apontou Douglas durante o evento. “O Conselho Comunitário da UFFS entendeu ser importante essa audiência pública para mostrar à sociedade, principalmente para as pessoas que têm dúvidas acerca da relevância dessas instituições, o que de fato essas instituições estão desenvolvendo. Esperamos com essa pauta aproximar e sensibilizar a comunidade.”

O presidente do conselho destacou que esses questionamentos sempre existiram, mesmo antes de as instituições se instalarem na região. “Isso é feito sempre por uma minoria da comunidade, que tem interesse em menosprezar o papel dessas instituições”, disse. “No caso da UFFS, o Conselho Comunitário é o ente que tem por objetivo fazer a relação com a comunidade regional. Esse debate conjunto certamente vai produzir um entendimento de que essas instituições são fundamentais para o desenvolvimento da nossa região. Já contribuíram muito e têm ainda muito a contribuir. São instituições recentes, que têm dificuldades, que necessitam de investimento público.”

Diretor do IFRS – Campus Erechim, Eduardo Predebon foi uma das autoridades que estiveram na mesa oficial. “A existência das três instituições é um esforço de toda a comunidade. No caso do Instituto e da UFFS, toda a região do Alto Uruguai tem muito a ganhar. Até porque elas são instituições complementares. As atividades realizadas na UFFS não são realizadas no IFRS, e nós abarcamos algumas atividades que a Universidade não faz, como a formação técnica e profissionalizante”, disse Predebon.

“A região é muito privilegiada. Um município com uma Universidade e um Instituto federais é raríssimo. Você encontra isso praticamente só nas capitais”, apontou. Para o diretor, a comunidade tem um papel fundamental na legitimação das três instituições. “O Instituto e as Universidades estão correndo um risco muito grande de perda de espaço, perda de investimentos, de diminuição da nossa prestação de serviços para a comunidade. Se a comunidade não entender a importância de se ter uma instituição pública que preste esses serviços, nós vamos ficar órfãos.”

Recém eleito para o cargo de reitor da Uergs, Leonardo Beroldt veio a Erechim para participar do evento. Disse que uma instituição pública precisa estar em sintonia com as necessidades da sociedade em que está inserida. “Precisa estar em constante diálogo com a comunidade do seu entorno. Quando a universidade está aberta e enraizada na sociedade, ela também se legitima nas relações sociais”, apontou. “Quando o cidadão entende a importância e o papel de uma instituição pública de Ensino Superior, ele passa a defender a permanência dessa instituição. Se ele não sente necessidade dessa instituição, assim como de qualquer outro órgão público, a tendência é de que ele não vá defender essa instituição em um momento de crise.”

O diretor da UFFS – Campus Erechim, Anderson Ribeiro, também ressaltou que o que está em questionamento é o papel de formação crítica que as universidades fazem. “Quando as pessoas falam em doutrinação, elas participam da deslegitimação da universidade. Essa é a leitura que temos que fazer desse movimento, que procura colocar as instituições de Ensino Superior em um contexto diferente”, destacou. “A discussão a ser feita é sobre o que é uma universidade no mundo atual, e como ela pode se reinventar ou se legitimar socialmente nas suas comunidades de inserção.”

Anderson pontuou que a criação da UFFS por força de Lei em 2009 foi pautada no Reuni – programa que expandiu, interiorizou e democratizou o acesso ao Ensino Superior público no Brasil. “Essa aproximação que o processo do Reuni criou com os municípios pequenos e longe das capitais é uma das grandes contribuições para as regiões em que essas universidades estão inseridas, próximo da onde o jovem está”, completou o diretor.

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