Na última terça-feira (4) o Conselho Nacional de Educação aprovou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio. Conforme publicado pela Agência Brasil, o documento define o conteúdo mínimo que será ensinado em todas as escolas do País, públicas e privadas. O documento será encaminhado ao Ministério da Educação para homologação e as instituições de ensino têm até 2021 para se adequarem às novas diretrizes.
Para o professor e doutor em educação, Thiago Ingrassia Pereira, a proposta não é algo novo, considerando que a restruturação curricular já estava prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996.
Novo currículo coloca em debate o papel do ensino médio
O professor observa também que de acordo com as dinâmicas do ensino médio, uma reestrutura é sim necessária, pois é uma etapa escolar que gera muitos debates, tais como o papel do ensino médio enquanto profissionalizante ou de preparação à universidade.
No entanto, para Pereira "o que tem gerado debate e certa polêmica é a forma como a BNCC vem tramitando nos últimos anos, em especial a partir de 2016".
O professor ressalta que a nova proposta prioriza as disciplinas de português e matemática (únicas que serão ofertadas em caráter obrigatório), e, com isso, "não contempla melhoria no ensino médio, pelo contrário, ela fragiliza a possibilidade que o estudante vai ter na educação, restringindo o português e matemática, dentro de um sistema curricular que relativamente uma ideia falsa que os estudantes terão uma possibilidade de itinerários formativos e uma liberdade de escolha. Mas por outro lado, o sistema de ensino da forma como está organizado, isso não teria como acontecer", enfatiza Pereira.
Para o professor, um dos aspectos positivos da BNCC foi suscitar o debate, mobilizar os órgãos de educação e retomar questões que pareciam superadas, mas da forma como está sendo estruturado, as propostas retrocedem cerca de duas décadas nos avanços educacionais.
Conforme a coordenadora pedagógica da 15° Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Katia Silene Rossi, a Base define apenas o mínimo que os estudantes deverão aprender em sala de aula e busca resguardar as peculiaridade locais. Para a coordenadora, as discussões são positivas em função do cenário do ensino médio brasileiro, considerando que 60% dos estudantes não concluem ou evadem nessa etapa escolar.
Segundo Katia, discutir o currículo representa mostrar um novo olhar para o ensino médio.

15° CRE planeja projetos de implementação
A 15° CRE já está se organizando para planejar a implementação da BNCC nos municípios de abrangência. Katia enfatiza que os processos de adesão será em nível estadual, portanto, a Secretaria Estadual de Educação deverá planejar a implementação a partir de 2019.
Conforme a coordenadora, na 15ª CRE foram selecionadas dez escolas que farão um projeto piloto de implementação do Novo Ensino Médio, fundamentado na aprovação da BNCC a partir do próximo ano.
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Confira a lista das escolas selecionadas - EEEB Aratiba - Aratiba - CE Haidée Tedesco Reali - Erechim - EEEM Érico Veríssimo - Erechim - EEEM Erval Grande - Erval Grande - EEEM Francisco de Assis - Estação - CE Libano Alves de Oliveira - Gaurama - EEEB Érico Veríssimo - Jacutinga - IEE Dr Marcelino Ramos - Marcelino Ramos - CE Sananduva - Sananduva - EEEM Nossa Senhora de Lourdes - Três Arroios |