Nesta semana, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o reajuste do piso salarial do magistério para R$ 2.557,74, a partir de janeiro. Conforme publicado pelo MEC, o valor corresponde ao vencimento inicial dos profissionais do magistério público da educação básica e fixa o salário mínimo nacional para os professores que cumprem 40 horas semanais.
Os professores estaduais do Rio Grande do Sul, no entanto, buscam a garantia do pagamento integral do piso. Segundo a diretora do 15° núcleo do Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers), Marisa Inês Betiato, o governo estadual não cumpre esse direito, que é garantido pela Constituição. "Já faz muitos anos que o Cpers está pleiteando o pagamento integral do piso e não obtivemos êxito", pontua.
Marisa enfatiza ainda, que os servidores rio-grandenses não recebem reposição inflacionária há cerca de quatro anos. "Essa atualização representa mais uma perda, considerando que não será repassado aos professores, mas continuaremos na luta por nossos direitos", conclui a diretora.
Segundo a diretora o Cpers realiza em fevereiro um conselho geral em Porto Alegre para retomar essas discussões e fortalecer as reinvindicações.
A coordenadora da 15° Coordenadoria Regional de Educação (CRE) Clarisse Solange Maronesi explicou ao Bom Dia, que o Estado garante apenas o valor do salário mínimo regional. "O piso fixado pelo MEC demanda adequação aos Estados de acordo com suas realidades. No caso do Rio Grande do Sul é complicado, porque o índice de inativos em cerca de 52% é muito alto e isso reflete nos salários dos professores. Assim, aqueles que não recebem o piso têm seu salário completado com algumas vantagens, tais como os valores que correspondem ao difícil acesso e a unidocência", pontua.