Iniciar o ano letivo demanda muita preocupação na comunidade escolar para facilitar a adaptação dos estudantes. A ansiedade das famílias que estão construindo as primeiras páginas da trajetória educacional dos filhos, a curiosidade com a rotina para aqueles que estão ingressando em uma nova série e, sobretudo, a integração no ambiente escolar, tem motivado muito o planejamento para as aulas começarem de forma mais leve e receptiva aos estudantes.
A Escola Adventista de Erechim apostou em atividades interativas para abrir o calendário letivo. O primeiro dia de aula, realizado ontem (11), tinha apenas uma tarefa: ser feliz.
De acordo com a coordenadora pedagógica da escola, Ilaine Bruns Fortes, os objetivos das primeiras atividades visaram criar e fortalecer os laços de amizades entre os estudantes da instituição. "Nossa recepção foi repleta de brincadeiras, pois consideramos que essas ações auxiliam as crianças a encontrarem novas amizades. E eles são muito dispostos para conhecer os colegas", destaca.
A iniciativa também oportunizou a presença dos professores. "A participação de toda a comunidade escolar ajuda os estudantes na adaptação, pois se torna algo mais dinâmico, em espaços diferenciados e que intensificam um acolhimento mais prazeroso", pontua Ilaine.
A coordenadora reforça ainda, a importância dos familiares nesse processo de adaptação nas escolas. "O choro muitas vezes é inevitável, mas os pais devem perceber que a segurança é fundamental. Com isso, é essencial que os responsáveis conheçam a instituição que seu filho passará o ano letivo e transmitir segurança para eles. Quanto mais eles estiverem tranquilos, conhecendo a estrutura, os professores e o ambiente, poderão mostrar aos filhos que eles também se sentirão seguros ali. No Adventista, a gente se organiza de modo que os professores possam fazer algum contato com os pais, nem que seja por telefone, para demonstrar como estão se planejando para que eles possam confiar nesse trabalho", enfatiza.
Para Ilaine, outro elemento necessário para os estudantes se acostumarem com a escola é a rotina. "Eles devem estar cientes que naquele momento os pais os deixaram na escola e depois de algumas horas vão buscá-los. No entanto, essa rotina deve permanecer em casa, principalmente nos primeiros dias, para que as crianças possam se acostumar", conclui.
Como os pais encaram a volta às aulas
Para os pais, o período é marcado pela ansiedade. Conforme Elisete Giesel, mãe de Emili Faller, que está ingressando no sexto ano do ensino fundamental, as mudanças são muito intensas. Então, começar o ano com atividades de integração pode ser uma alternativa para amenizar o sentimento. "São alterações significativas. Ano passado era só uma professora para todas as matérias e na fase que está iniciando serão muitas novidades. Agora no começo elas são sentidas mais intensamente. Ela fica muito ansiosa e isso acaba passando para nós também. No entanto, com as atividades de hoje, já voltou mais tranquila e tentando se organizar para o ano letivo", destaca Elisete.
Há também aqueles estudantes que têm tanta saudade da escola, que a volta às aulas é sinônimo de ânimo. Esse é o caso de Erick Francisco Silveira dos Santos, de sete anos de idade, que, segundo sua mãe Marisangela Silveira do Santos, férias é uma coisa que não deveria existir. "Para ele as aulas deveriam seguir direto, sem pausas longas, só o fim de semana já é suficiente para descansar. Retornar para a escola é algo muito positivo para ele", pontua Marisangela.
Para reforçar a segurança dos pais com a escola, Adriana de Aguiar Soares, mãe do estudante Pedro Emanuel de Aguiar Soares, de oito anos, é encontrar escolas que tenham o alinhamento pedagógico semelhante com os valores da família. "O Adventista é uma escola cristã. Para meu filho, aqui é sua segunda casa, então no que diz respeito aos valores, é importante que a instituição siga aquilo que eu quero para a educação dele, considerando que não são apenas os conteúdos que formam as crianças", conclui Adriana.