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Ensino

Para jovem, a solução foi cumprida de forma parcial

Recentemente a reportagem do Bom Dia mostrou a história da jovem Stefany Siteneski que, aos 17 anos de idade, conquistou uma vaga no curso de Direito da URI, contudo, a estudante nasceu com paralisia cerebral, deficiência que implica na limitação de movimentos, entre eles, dos membros inferiores. Diante da dificuldade em função da cadeira de rodas, o caso da jovem foi parar no Ministério Público (MP) para tentar viabilizar seu deslocamento

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Para Sthefany, local escolhido para a parada não é confortável
Presidente da Ager, Joarez Sandri
Por Amanda Mendes
Foto Marcos Quadros e Amanda Mendes

Recentemente a reportagem do Bom Dia mostrou a história da jovem Stefany Siteneski que, aos 17 anos de idade, conquistou uma vaga no curso de Direito da URI, contudo, a estudante nasceu com paralisia cerebral, deficiência que implica na limitação de movimentos, entre eles, dos membros inferiores. Diante da dificuldade em função da cadeira de rodas, o caso da jovem foi parar no Ministério Público (MP) para tentar viabilizar seu deslocamento.

Em sua trajetória escolar, a jovem contou com o transporte disponibilizado pela Secretaria Municipal de Educação. Agora no ensino superior, o órgão não tem amparo legal para garantir seu deslocamento. Assim, Sthefany procurou empresas privadas, considerando que a distância entre sua casa e a parada de ônibus é expressiva, mas com respostas negativas, procurou o MP para traçar alternativas. 

A solução foi elaborada em parceria entre a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Municipais de Erechim (Ager) e a Diretoria de Trânsito do município, visando promover pequenas alterações no sistema de transporte coletivo urbano. 
Assim, foi reconfigurada a localização das paradas para aproximá-la de sua residência e alterar o itinerário das linhas que farão seu deslocamento. A proposta foi acordada por meio de um termo assinado pela mãe da estudante, Iraci Siteneski e o diretor de Trânsito, Luis Paulo Weschenfelder, no dia 18 de fevereiro. 
De acordo com o presidente da Ager, Joarez Sandri, o papel da Ager é intermediar a comunicação entre as partes envolvidas. "Entramos em contato com o setor de trânsito e a concessionária, considerando que o novo contrato de transporte coletivo indica que todas as alterações em linhas devem ser passadas por uma análise. Não se pode fazer uma reformulação expressiva em benefício de alguém ou que resulte em prejuízo para outras pessoas", pontuou. 
Para Sandri, a decisão foi benéfica para Stefany e não demandou grandes esforços ao setor de trânsito, nem à concessionária. "As partes concordaram com as alterações e me pareceu que foi uma solução justa", concluiu. 
 

O que mudou?
Conforme o termo de acordo, a parada de ônibus que antes ficava a aproximadamente 300 metros da residência da estudante foi transferida para a Rua João Pereira, esquina com a Rua Dr. Alcebiades da Cunha Cabral. Assim, a distância passou para 100 metros. 
O desembarque na universidade será em frente ao pórtico da URI, em uma parada personalizada. Já o embarque com destino a sua casa será na Rua Sergipe, ao lado do prédio da reitoria da URI. 
 

A opinião de Sthefany
A estudante alega que o acordo não está sendo cumprido, considerando que a estrutura da parada não está colocada na esquina. "Eles colocaram a placa em frente a um terreno baldio. O local está repleto de mato e ainda conta com depósito de lixo, resultando em mal cheiro e mosquitos. Eu estou decepcionada porque o acordo que foi elaborado rapidamente e com o começo das aulas, nós aceitamos porque parecia a solução mais viável", argumenta Sthefany. 
O calendário acadêmico da URI iniciou na última quarta-feira (20), com atividades de integração. A jovem explicou à reportagem do Bom Dia que não acompanhou as análises, mas a justificativa da escolha do local está na estrutura de seu Bairro, o Morada do Sol. "O diretor de trânsito esteve em minha casa, ele conversou com a Ager, apontaram essa solução como a melhor alternativa, alegando que minha rua é estreita e se tiver carro estacionado o ônibus não conseguiria manobrar. No entanto, a parada está distante da esquina e a estrutura não é confortável", concluiu a jovem. 
 

A prefeitura
Procurada pela reportagem do Bom Dia, a assessoria de comunicação da prefeitura informou que a demanda solicitada pela estudante já foi atendida e, considerando que ela assinou o termo, também concordava com o projeto apresentado. 

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