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Ensino

Inclusão em pauta no Dia Mundial da Síndrome de Down

Estudante do oitavo ano, Sergio Zanella, conta com apoio de monitora em sala de aula
Escola Imlau possui sala de atendimento multifuncional para potencializar a aprendizagem de estudant
Por Amanda Mendes
Foto Amanda Mendes

Na data que se comemora o Dia Mundial da Síndrome de Down, o Jornal Bom Dia traz reportagens especiais sobre a temática e a inclusão dessas pessoas na sociedade. O dia escolhido destaca a presença da trissomia, ou seja, um cromossomo a mais no par 21. Conhecido como o "cromossomo do amor", as entrevistadas reforçam que a garantia dos direitos dessas pessoas deve ser responsabilidade de todos, considerando o cuidado com o próximo. 

De acordo com a assessora da Educação Especial da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Rosane Cardoso Garcia, todas as pessoas com essa síndrome devem ter oportunidades para alcançar seus sonhos educacionais e profissionais. "A igualdade que buscamos é para garantir que a inclusão, em todas as esferas da sociedade, seja semelhante entre todos", pontuou.  
A região de abrangência da 15ª CRE envolve 41 municípios, atendendo 20 alunos com Síndrome de Down. "A presença e a participação desses estudantes é de extrema importância para a comunidade escolar, considerando que reforçam que todos nós temos estilos de aprendizagem próprios e diferentes uns dos outros", argumentou. 
Rosane explicou à reportagem que os estudantes frequentam as salas de aulas regulares, contudo, contam também com apoio da equipe de professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), nas salas de atendimento multifuncional. "A função desses profissionais é acompanhar e orientar a trajetória escolar, visando potencializar as condições de aprendizagem de cada um deles", destacou, citando ainda, que esses professores podem, eventualmente, atuar junto ao currículo regular, para indicar possibilidades pedagógicas.
Para a assessora, a convivência é essencial para a aprendizagem. "Todas as crianças são especiais e não podemos deixar que rótulos vinculados a deficiência os impeçam de aprender na convivência. Afinal, esses estudantes também almejam alcançar o ensino superior e/ou o mercado de trabalho, portanto, é uma oportunidade de melhorarmos continuamente essas relações enquanto seres humanos mais sensíveis às diferenças", relatou.
Contudo, ainda há desafios. "A sociedade ainda está presa a modelos e padrões de "normalidade", "forma", "beleza", estimulando o individualismo. Logo, trabalhar nesse contexto com a inclusão do diferente é sempre desafiador, mesmo contando com um aparato legal. A plenitude desses direitos só é alcançada se há parceria, participação e comprometimento das famílias com a escola", concluiu. 
 

Apoio que transcende os conteúdos curriculares
A professora da sala multifuncional da Escola Estadual Professor João Germano Imlau, Denise Farina, explicou que antes dos estudantes terem acesso a esse suporte educacional, todos eles passam por uma avaliação médica, que indica as necessidades individuais. "Depois nós planejamos um cronograma de trabalho para ampliar a aprendizagem", pontuou. 
Os atendimentos são realizados em grupos e de forma individual, considerando que a escola tem estudantes com as mais diversas deficiências. "Vale ressaltar que não é uma aula de reforço e sim um suporte educacional. Nosso trabalho transcende os conteúdos curriculares, buscamos desenvolver a autoestima, habilidades, mostrar caminhos para que eles possam aprender atividades que têm dificuldades, e, sobretudo, ampliar as possibilidades de socialização e as próprias relações em sociedade", enfatizou. 
Denise está sempre em contato com os professores das disciplinas, "pois considero que eles são um elo de contato entre o estudante e eu, bem como, com as famílias. É um trabalho em conjunto buscando a inclusão efetiva desses estudantes", argumentou, citando também que as redes de ensino devem apostar nas formações continuadas para melhor preparar os professores. 
Atualmente, a escola só atende um estudante com Síndrome de Down, o Sergio Zanella, de 13 anos, e que está no oitavo ano do ensino fundamental. Sergio conta com apoio de uma monitora, a Adirce Cechett, que o acompanha em sala de aula e na sala de atendimento multifuncional. 
Para Denise, a principal motivação é o amor e a luta pela inclusão e igualdade de todos. "Eu aprendo muito com esses estudantes, me sinto realizada com seus avanços educacionais e é o amor que move esse trabalho. Sem um olhar mais sensível ao próximo nunca conseguiremos nos colocar em seus lugares e perceber como a inclusão é importante", concluiu.

 

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