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Reforma da Previdência: união de entidades busca fortalecer reivindicações

Lançado comitê em Defesa da Previdência Pública, na última sexta-feira (22), na sede do 15º Núcleo Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers)

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Comitê em Defesa da Previdência Pública, foi lançado na última sexta-feira (22)
Por Amanda Mendes
Foto Amanda Mendes

"União para lutar pela permanência de direitos trabalhistas". Foi com esse objetivo que foi criado o comitê em Defesa da Previdência Pública, na última sexta-feira (22), na sede do 15º Núcleo Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers). 
De acordo com a diretora do núcleo, Marisa Bettiato, o comitê busca criar uma unidade entre as frentes sindicais para difundir informações e construir conhecimentos sobre a proposta de Reforma da Previdência, que está em tramitação na Câmara dos Deputados. 
Além de representantes de sindicatos das mais variadas categorias da esfera pública e privada, o ato de lançamento contou com a presença de discentes e docentes universitários, vereadores, trabalhadores aposentados e filiados em movimentos sociais da região. "A adesão das entidades superou nossas expectativas. Contudo, o momento pede essa união, considerando que a reforma não irá atingir só o magistério estadual, mas todos os trabalhadores", enfatizou Marisa, citando ainda, que as atividades do comitê serão desenvolvidas em diversos municípios. "O plano é elaborar um calendário de ações em municípios e bairros do Alto Uruguai, para intensificar esse processo de disseminação da informação sobre o que irá mudar se essa proposta for aprovada", complementou. 
Na manhã de ontem (25), o grupo já se reuniu para esboçar a agenda e começar a colocar em prática os objetivos do comitê. "Cerca de duas pessoas por entidades participaram desse encontro, que deverá ser semanal para podermos avaliar e planejar as atividades, bem como elaborar materiais informativos sobre a reforma", reforçou a diretora. 
Para Marisa, o momento demanda união entre as entidades e movimentos sociais. "É de extrema importância a junção das classes e esse comitê foi a maneira que encontramos para circular informações e fortalecer a reivindicação de nós, trabalhadores", concluiu. 
Segundo o sociólogo e professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Luís Fernando da Silva, a proposta está considerando a limitação de direitos fundamentais para as camadas menos favorecidas. "Estão cogitando retirar direitos importantes para a condução de uma vida digna das pessoas, sobretudo, da população mais pobre. Por exemplo, existe uma estimativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) indicando que provavelmente 90% dos agricultores sequer chegarão a se aposentar com essa proposta", destacou. 
Outro fator que suscita preocupação é a diminuição nos repasses do Benefício de Assistência Continuada. "Esse é um tipo de benefício direcionado aos idosos que mesmo alcançando uma idade avançada, não têm acesso a previdência social, a proposta visa diminuir essa contribuição para menos de meio salário mínimo. Sem considerar todas as outras perdas significativas para a sociedade, tais como o aumento da idade mínima para a aposentadoria, que acaba afetando a população como um todo ", complementou Luís Fernando. 
O movimento de união de forças é algo observado para além da região do Alto Uruguai. "Essa mobilização busca dialogar com a população, considerando que no futuro será atingida, mas que atualmente, talvez não tenha clareza desses impactos", enfatizou. 
Sobretudo, o sociólogo acredita que a reforma é uma escolha política. "O governo sustenta que é preciso fazer uma reforma, no entanto, vale destacar que o País gasta quase a metade da arrecadação apenas em pagamento de juros da dívida, então é uma escolha fundamentalmente política e devemos nos questionar do por quê a decisão é pela reforma da previdência", concluiu. 

 

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