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Ensino

Acadêmicos de Biologia e do Mestrado em Ecologia da URI realizam viagem de estudos

Visita ao pinheiro-velho, uma das araucárias mais antigas da Estação
Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

O Curso de Ciências Biológicas e do Mestrado em Ecologia da URI Erechimpromoveram uma atividade prática em campo das disciplinas de Manejo de Fauna Silvestre e Ecologia de Populações. Os acadêmicos puderam desenvolver atividades práticas relativas ao manejo da fauna silvestre e a estrutura populacional de araucárias na Estação Ecológica de Aracuri, no município de Muitos Capões, na região dos Campos de Cima da Serra, entre Lagoa Vermelha e Vacaria. Após cinco dias de atividades os resultados serão compilados e apresentados na forma de artigos na Semana Alto Uruguai de Meio Ambiente (SAUMA), deste ano.

Por se tratar de Estação Ecológica, a visitação só é permitida com a finalidade pedagógica, pesquisa e educação ambiental com agendamento prévio. A palavra indígena Aracuri remete diretamente à importância ecológica da área como refúgio para o papagaio-charão, o prefixo “ara” é derivado de arara, que designa os psitacídeos, e “curi” designa a araucária.

Em 02 de junho de 1981 foi criada a Estação Ecológica de Aracuri Esmeralda, instituída pelo Decreto Federal nº 86.061/81. Entretanto, a história da conservação da área teve início alguns anos antes. Com o objetivo de realizar uma pesquisa sobre a distribuição das aves no Rio Grande do Sul, William Belton inicia seu trabalho em 1970 e por cerca de doze anos visita vários municípios do estado. Teve especial interesse com Amazona pretrei, (papagaio-charão) tendo sido sua a iniciativa de estimular o governo federal a proteger o grande dormitório dos charões na região de Esmeralda.

Nesta atividade os acadêmicos puderam registrar espécies como: graxaim-do-campo (Lycalopex gymnocercus), pegadas de puma (Puma concolor), gato-do-mato-pequeno (Leopardus gutulus), veado-catingueiro (Mazama gouazoubira), curicaca (Theristicus caudatus), coruja-de-igreja (Tyto furcata), perereca-sino-dos-ventos (Boana pulchella) e cascudo-viola (Rineloricaria tropeira).

Para o professor Jorge Reppold Marinho, responsável pelas disciplinas, e que acompanhou os acadêmicos, esta atividade proporcionou um olhar mais próximo das atividades realizadas pelo profissional em Ciências Biológicas nas atividades relacionadas ao manejo e às Unidades de Conservação. O professor destaca também que, neste período de tempo de convivência em campo, a cooperação para o desenvolvimento das atividades cria uma relação mais próxima entre as pessoas, fortalecendo o trabalho em conjunto. A integração entre acadêmicos do curso de graduação em Ciências Biológicas e do Mestrado em Ecologia também fortalece estas relações. As palavras do Padre Balduíno Rambo, um grande estudioso da Biologia e que leva o nome do Museu da URI, resumem bem o sentimento de quem acompanhou as atividades e aprendeu a vivenciar a natureza: “... as gerações do futuro nos hão de agradecer a piedade e reverência com que conservamos as mais grandiosas paisagens da nossa terra”.

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