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Ensino

Projeto Baja: incentivo para a aliança entre a teoria e a prática

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Neste ano, a equipe irá participar da 17ª edição do Baja Regional - etapa Sul
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

Uma oportunidade única de aprendizado que possibilita o intercâmbio técnico de conhecimento. Assim que o professor do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Regional Integrada (URI), Oseias Esmelindro, define o Projeto Baja. Os integrantes de Erechim irão participar de um evento promovido pela Sociedade de Engenheiros Automobilísticos (SAE). Segundo o professor, o projeto desafia os estudantes de engenharia a aplicar na prática os conhecimentos aprendidos em sala de aula. "Essa chance visa incrementar a formação dos alunos, melhor preparando-os para o mercado de trabalho. Neste desafio, os estudantes devem projetar e construir um protótipo off-road que atenda a uma série de requisitos apresentados no regulamento da competição", destacou Esmelindro, que é coordenador das atividades do programa na URI.
O projeto que surgiu em 1976 na Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, chegou ao Brasil em 1994. "Desde então vem acontecendo etapas nas esferas regional e nacional. Na competição nacional, as três primeiras equipes são convidadas a participar da competição internacional, que acontece nos Estados Unidos. Na URI Erechim, o projeto existe desde meados de 2008. Em 2017, um novo grupo de alunos foi montado e o projeto foi retomado, tendo como objetivo principal a participação na competição deste ano. Hoje conta com acadêmicos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Engenharia de Produção", acrescentou. 
Neste ano, a equipe irá participar da 17ª edição do Baja Regional - etapa Sul, que acontecerá em Caxias de Sul em novembro. "Esse protótipo off-road deve atender os requisitos apresentados no Regulamento Administrativo e Técnico da competição, que atenda a produção em série, onde sua estrutura e componentes devem ser projetados para a suportar de forma segura condições extremas de terreno, como rochas, lama e aclives, por exemplo. Os alunos executam todas as etapas do projeto, e, para isso, utilizam a estrutura que a universidade dispõe como softwares e os equipamentos existentes nos laboratórios, que dão condições para toda a fabricação do protótipo", pontuou o professor. 
No entanto, a preparação para esta competição acontece há mais de cinco anos. "O protótipo baja que irá competir neste ano foi desenvolvido tendo em vista melhorias apontadas no protótipo que foi utilizado na competição do ano de 2013 (último ano em que participamos). Sendo assim, foram implementadas mudanças no projeto para que esse tenha um melhor desempenho, com base no conceito de melhoria contínua", afirmou. 
Sobretudo, para Esmelindro é uma oportunidade de praticar a profissão durante a trajetória acadêmica. "O projeto Baja desenvolve o espírito do trabalho em equipe, a capacidade de liderança, a tomada de decisões, a promoção de ideias e, além disso, complementa a formação acadêmica dos estudantes, melhor preparando-os para o mercado de trabalho". 
O professor reforça ainda, que o projeto é extremamente desafiador, devido ao fato de ser realizado em diferentes frentes da engenharia, sendo necessário o gerenciamento de todo o ciclo de vida do produto. "A competição já está acontecendo com a entrega de várias tarefas, de acordo com o planejamento de cada equipe. Nosso objetivo é agregar na formação do futuro engenheiro e que o projeto abra portas quando os alunos ingressarem no mercado de trabalho. Além disso, vale ressaltar que todas as equipes que participam da competição são financiadas pelas próprias instituições de ensino e por patrocinadores", concluiu.

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